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Manaus
TRANSPORTE COLETIVO

Moradores fazem 'vaquinha' para reformar paradas no Colônia Antônio Aleixo

Grupo de moradores diz que não é atendido pela Prefeitura de Manaus e resolveu "colocar a mão na massa" para amenizar o problema no bairro 16/08/2018 às 16:29 - Atualizado em 16/08/2018 às 18:56
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Foto: Divulgação
Oswaldo Neto Manaus (AM)

Um grupo de moradores do bairro Colônia Antônio Aleixo, na Zona Leste de Manaus, decidiu arregaçar as mangas para amenizar um problema que há muito tempo é uma dor de cabeça para quem utiliza o transporte público da área: a precariedade dos pontos de ônibus. Segundo eles, o gasto com a reforma de um ponto de ônibus chega a R$ 300, ao passo que uma reforma executada pela Prefeitura de Manaus ultrapassa R$ 20 mil.

Há dois meses, o grupo de cinco moradores que fazem parte da associação do bairro teve a ideia de reformar uma parada de ônibus em frente a uma praça. Um dos integrantes da associação que participou da obra, José Guerreiro, disse que 90% dos pontos do bairro estão em situação precária. “Que preste deve ter uma só. O resto está sem banco, sem telhas, sem nada”, descreveu.

Ele explica que a iniciativa surgiu da necessidade de melhorar os locais onde pessoas esperam o transporte. O bairro é conhecido por ter pavilhões que abrigam pessoas com hanseníase ou que se encontram em tratamento contra a doença. “A gente vendo essa situação resolveu tomar uma atitude”.

Gastos

Os gastos são bancados pelos próprios moradores, que fazem uma “vaquinha” para comprar materiais como cimento, seixo, telhas e tijolos. O morador conta que a associação não consegue obter um retorno da Prefeitura de Manaus para a reforma das paradas. “A gente nunca teve retorno. A gente chegou a falar com o pessoal do distrito de obras, mas tudo é difícil, por isso resolvemos meter a mão na massa”.

A próxima parada a ser reformada na próxima semana fica localizada na rua Nova República. José diz que a cobertura da parada anterior ainda estava em boas condições, porém a próxima deve apresentar mais gastos. “São pessoas idosas que precisam. Às vezes são parentes nossos, parentes idosos que precisam sentar num banco e ficar seguros”.

A reportagem aguarda um posicionamento da SMTU sobre as providências a serem tomadas nos pontos de ônibus. 

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