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Moradores fecham avenida Silves em protesto por auxílio-aluguel

Eles, que moram às margens do Igarapé do Quarenta, incendiaram uma barreira com pedaços de madeira na via, sentido bairro. Policiais chegaram ao local e apagaram o fogo e dispersaram os manifestantes com uma bomba de efeito moral 09/06/2015 às 21:14
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Protesto e confusão na avenida Silves. Bombeiros apagaram o fogo
Rafael Seixas Manaus (AM)

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Moradores do Igarapé do Quarenta no bairro Raiz, Zona Sul, fecharam a Avenida Silves, no sentido bairro, nesta terça-feira, 9, por volta das 18h, em protesto por não estarem recebendo o auxílio-aluguel e nem rancho. Eles moram na área afetada pela subida das águas do igarapé. Alguns manifestantes alegavam também demora no recebimento de suas casas do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim).

A via foi fechada com madeiras e outros materiais, sendo posteriormente incendiada. Por volta das 18h30, policiais da Força Tática e da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) chegaram ao local para negociar a retirada da barreira em chamas. Após a tentativa de negociação, uma bomba de efeito moral foi usada para dispersar a população. 


Foto: Sérgio Fonsceca JR

“Tem criança se afogando, doente, com disenteria e sem comer. Os canos estão de baixo d’água e isso a contamina. O prefeito nos prometeu água tratada e nada até agora! As pontes estão se quebrando. A Defesa Civil fez um serviço de porcaria aqui. Em vez de nos darem madeira, eles (funcionários) vieram vendê-las. Quem comprou madeira, teve ponte feita, quem não comprou, não teve. Estão nos fazendo de palhaço, mas se amanhã (10), até as 16h, não nos darem uma resposta, voltamos para cá e vamos fechar os dois lados da avenida”, garante Jeferson Leandro Souza de Alencar, 32, morador da área afetada.

“A situação está precária, com crianças caindo dentro d’água, convivendo com ratos e caramujos. Até agora não ganhamos ranchos e nem o auxílio-aluguel de R$ 600”, acrescentou Tatiana Castro, 29, moradora do Igarapé do Quarenta, que também denunciou a venda de madeira por parte dos funcionários da Defesa Civil, porém não soube precisar se foi da pasta municipal ou estadual, assim como os demais manifestantes presentes no local.

A operação, comandada pelo tenente Oscar Cardoso, da 3ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), contou também com o apoio do Corpo de Bombeiros e do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans). “A sociedade anseia por seus problemas, mas deve aprender como resolvê-los, pois não é destruindo patrimônio público que será resolvido. Só irão criar mais um problema, dentre tantos que já existem no Amazonas”, declarou Cardoso. Para dispersar os manifestantes foi utilizada uma bomba de efeito moral.

A reportagem tentou entrar em contato com as assessorias de imprensa da Defesa Civil do Estado e do Município para comentar as denúncias de venda ilegal de madeira por parte dos funcionários, mas não obtivemos sucesso.

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