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Manaus
DENÚNCIA

Ex-moradores de área desapropriada pelo Governo do AM voltam a ocupar terreno

Segundo denunciantes, os invasores foram indenizados há três anos, mas a falta de fiscalização contribui para que eles voltem ao local 23/06/2017 às 05:00 - Atualizado em 23/06/2017 às 09:13
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Indenizado, morador construiu uma casa no antigo terreno. Foto: Winnetou Almeida
Álik Menezes Manaus

Ex-moradores de uma área desapropriada pelo Governo do Estado na rodovia AM-450 (ex-avenida do Turismo), localizada no bairro Tarumã, Zona Oeste, voltaram a ocupar o terreno, construir novas casas e até vender lotes para terceiros.

Segundo denunciantes, os invasores foram indenizados há três anos, mas a falta de fiscalização contribui para eles voltem tomar posse da propriedade que agora é do Estado. 

O terreno em questão fica localizado ao lado de uma ponte que dá acesso à chamada “prainha” e  foi desapropriado para que fosse realizado a obra de construção do Anel Viário Sul, situado entre a avenida Santos Dumont e o complexo José Henriques, no entroncamento com a Torquato Tapajós. Ao todo esse anel teria  8,3 quilômetros de extensão.

Um morador  de uma área que ainda não foi desapropriada - que  pediu para não ser identificado por temer represálias - contou que um idoso conhecido apenas como “Demóstenes” tinha uma casa próximo à ponte e foi indenizado há três anos, mas, após a paralisação das obras, voltou ao antigo terreno, construiu uma casa, demarcou terrenos e está vendendo.

Ainda segundo o denunciante, Demóstenes fala para todos na comunidade que o terreno e dele e ameaça os moradores que o questionam. Um comerciante, que não quis se identificar, foi indenizado por parte do terreno, mas voltou a construir no local. Ele possui um pequeno mercado ao lado da ponte e afirmou que a propriedade é dele.

Os moradores, que ainda aguardam pagamento de indenização, contaram ao A CRÍTICA  que foram à Secretaria de Estado de Infraestrutura  (Seinfra) denunciar os invasores, mas até ontem não obtiveram nenhuma resposta.

Ao todo, duas construções foram erguidas, uma casa de propriedade de Demóstenes, um pequeno barraco. Um contêiner funciona como uma lanchonete ocupa uma área privilegiada e teria sido vendida pelo idoso à um homem não identificado.

Eles chegaram a reunir mais de 800 assinaturas de moradores do bairro para solicitar que uma área de lazer seja construída na área para impedir que pessoas invadam o local, além de possibilitar um local para prática de atividade física e entretenimento para os jovens, mas receberam nenhuma resposta quanto aos pedidos.

Secretaria enviará equipe técnica
A Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra) informou que a obra executada no local refere-se ao Anel Viário Sul e que se encontra paralisada por falta de recurso federal. O pagamento das desapropriações será retomado assim que ocorrerem o repasse do Ministério das Cidades, que financiaria a obra, anunciada durante o governo do hoje senador Omar Aziz (PSD).

Em nota, a secretaria informou que uma equipe irá ao local notificar os possíveis invasores, visto que o terreno pertence ao patrimônio público e em parceria com o Grupo Integrado de Prevenção às Invasões em Áreas Públicas no Estado (Gipiap)  fará uma vistoria do local para o levantamento da ocupação irregular.

Transporte de insumos
As obras do Anel Viário Sul, situado entre a Avenida Santos Dumont e o complexo José Henriques, no entroncamento com a Torquato Tapajós, terá 8,3 quilômetros de vias duplicadas, estão paralisadas por falta de recursos federais. Segundo a Seinfra, ainda não há previsão do mês exato que os trabalhos serão retomados, mas será ainda esse ano. 

Segundo a secretaria, o Anel Viário facilitará o transporte de insumos do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes até as fabricas do Distrito Industrial e de produtos acabados do Distrito Industrial em direção ao aeroporto, depois de interligado ao Anel leste.

O projeto prevê a duplicação da Estrada do Tarumã com via de mão dupla com três pistas de rolamento em cada um dos lados, passeios laterais com a implantação de baias que abrigarão 14 paradas de ônibus e três pontes, uma nas proximidades da Cachoeira Alta do Tarumã e duas, paralelas, na altura da Ponte do Tarumãzinho e próximo ao acesso da Vivenda Verde.

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