Quarta-feira, 24 de Julho de 2019
Manaus

Moradores mapeiam paradas de ônibus precárias e aguardam há 2 anos por reforma, em Manaus

‘Entrei em contato diversas vezes com eles (órgãos públicos) para buscar informações, mas só obtive promessas. Enquanto isso, os usuários ficam vulneráveis ao sol e chuva’, reclama morador



1.jpg Abrigos nos pontos de ônibus, quando existem, não protegem usuários do Sol ou das chuvas
29/02/2016 às 13:44

Para amenizar a  espera pelo ônibus, fugindo das chuvas e das altas temperaturas de Manaus - quem em alguns dias passam dos 40°C - moradores do conjunto Santos Dumont, no bairro da Paz, Zona Centro-Oeste, fizeram “as vezes” do poder público e realizaram um levantamento sobre a situação das paradas de ônibus, que encaminharam  à Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) com um ofício, solicitando a reforma de 12 pontos. O pedido, que completou dois anos, nunca foi atendido e, aos moradores do conjunto, restou se conformar com um problema que se repete em outros bairros da cidade: abandono e o descaso com os usuários.

O ex- presidente da Associação de Moradores do Conjunto, Denis Thaumaturgo, que acompanhou o levantamento, contou que o documento pedia a colocação de telhas, pintura e iluminação, serviços que, na opinião dele, são “simples” e já poderiam ter sido executados. “Entrei em contato diversas vezes com eles para buscar informações sobre a solicitação, mas só obtive promessas. Enquanto isso, os usuários do transporte público ficam vulneráveis ao sol e chuva”, reclama. Conforme ele, a maioria dos pontos precisa de alguns reparos na iluminação, pintura e telhado, já outros não têm nenhum desses itens. “A reforma é para beneficiar a comunidade”, destaca.

A doméstica Eliane dos Santos conta que a espera por ônibus no local costuma ser longa. “Atualmente duas linhas fazem o trajeto centro/bairro e, por conta da pouca opção de ônibus no conjunto, às vezes ficamos horas no ponto, que nem sempre oferece uma estrutura adequada para nos abrigarmos”, disse. Os moradores também reclamam da falta de policiamento e dos “atalhos” que parte dos motoristas dos coletivos pegam na área, deixando de atender centenas de usuários.

Outros pontos de ônibus da cidade também sofrem com falta de abrigos. O déficit maior é nos bairros da periferia e invasões, mas até mesmo em bairros de classe média o cenário é uma constante. No Parque das Laranjeiras, na Zona Centro-Sul, é possível encontrar inúmeras paradas sem cobertura e iluminação. “Aqui já tem uns meses que está sem telha, além de nunca existir banco para sentar. Procuro fugir da chuva e do sol trazendo uma sombrinha para proteger minha esposa, que é deficiente”, diz o vendedor José de Souza, que utiliza diariamente o transporte público para trabalhar. Nos bairros Dom Pedro e Alvorada, Zona Centro-Oeste, existem vários pontos de ônibus sem abrigo, apenas com placa sinalizadora.

Reformas

Em nota, a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) informou que elaborou um projeto para a reforma de 500 abrigos, do tipo telha de barro, que está sendo executado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf). Quatro empresas atuam na reforma, que está dividida em quatro lotes. A pasta também informou que os abrigos do conjunto Santos Dumont estão incluídos na programação de reformas.

Para os pontos de parada sem abrigos dos bairros Alvorada e da Paz, é necessário que os moradores encaminhem à SMTU sugestões de locais onde podem ser implantados abrigos, informando rua, número e sentido da via. Técnicos do setor de engenharia visitarão os pontos indicados para avaliar a viabilidade de implantação. Referente aos novos abrigos, a pasta destaca que está em trâmite um projeto para a construção de 200 novos equipamentos na cidade.

Sobre o descumprimento de rotas, a SMTU informou que os ônibus têm GPS, mas que a fiscalização só é feita mediante denúncia. “Só é possível checarmos esse tipo de denúncia se o usuário informar o dia, horário, a via que foi desviada e a linha”, diz a pasta. As denúncias podem ser feitas pelos telefones 118, 3632-2784/ 2115/2116 e pelo email: sacsmtu@pmm.am.gov.br.



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