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Moradores reclamam das paradas de ônibus improvisadas no bairro Tarumã

Na Zona Oeste e até do outro lado da cidade, na Zona Norte, o improviso dos pontos são os mesmos 04/07/2016 às 11:12
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Na Colônia Antônio Aleixo, os moradores juntaram grana e construíram uma ‘parada’ / Foto: Jander Robson - Freelancer
Rita Ferreira Manaus (AM)

Paradas improvisadas, demora dos ônibus e falta de segurança. Quem depende do transporte público em Manaus enfrenta muito mais do que um busão lotado. Os moradores da avenida do Turismo, no bairro Tarumã, Zona Oeste, próximo à entrada da Vivenda Verde, até possuem um ponto, o problema é que não tem abrigo e nem ônibus, muito menos policiamento.

Lincoln Braga, 37, mora há quatro anos na área e conta que vive esse drama todo dia pra ir ao trabalho. “Antes tinha um comércio e a gente dependia da cobertura deles. Quando chove, fica todo mundo acuado naquela barraquinha que sobrou”, contou.  O morador mostra uma estrutura de madeira parecida com uma banquinha de frutas que é usada pela população para se abrigar do sol e da chuva.

“Tem outra parada lá em cima que tem cobertura, mas fica muito longe pra ir andando com o bebê no colo”, conta Andressa de Oliveira, 19, que carrega a pequena Emily, de apenas 5 meses. A parada a que ela se refere fica a cerca de 500 metros de distância deste ponto. No dia desta reportagem, choveu bastante e a jovem se viu obrigada a correr na chuva para conseguir entrar no coletivo.

Outro problema relatado pelos moradores é a longa espera pelos ônibus. Loreane Camargo, 19, é universitária e todos os dias espera pelo coletivo por quase duas horas, além de ter que  pegar dois ou três coletivos para conseguir chegar à faculdade. “O ônibus demora demais e agora que tiraram uma das linhas daqui é mais difícil porque se eu perco o horário do ônibus na volta, tenho que pegar outro, descer no Campos Sales e vir andando com outros estudantes”, relatou. 

Abaixo-assinado

Kelly Cristina Santos, 35, também cursa faculdade à noite. Ela se uniu a outros estudantes e fez um abaixo-assinado para que a Secretaria Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) devolva a linha 316 que foi retirada há quase 3 meses. “Além de os empresários pedirem o aumento da passagem, não querem melhorar a qualidade no transporte. Eles tiram uma linha que ligava a gente ao Centro e mantém outros que não suprem a necessidade das pessoas”.

Segundo os moradores, a linha era a mais utilizada por eles porque passava pela Djalma Batista e Centro, rotas não realizadas pelas 011, 005 e 318 que cobrem a área atualmente. A reportagem procurou a assessoria de comunicação da SMTU e foi informado que este ponto sem cobertura está incluso em um levantamento do órgão, que resultou em um projeto para a construção de 200 novas paradas na cidade, que será licitado pelo município. Mas, não informou a previsão para que o problema da comunidade seja totalmente resolvido. Em relação à linha 316, a SMTU disse que recebeu o abaixo-assinado dos moradores e deverá ser marcada uma reunião com eles para tratar sobre o assunto. Isso porque as mudanças na linha teriam sido decididas em um encontro com representantes da comunidade.

Além dos problemas em relação às linhas, os moradores ainda reclamam da falta de segurança e afirmam que assaltos a pessoas na parada e até dentro dos coletivos é comum. “O pessoal fica aqui às 5h esperando o ônibus pra ir ao trabalho e são assaltados. E de vez em quanto acontece um ‘arrastão’ e levam tudo da gente”, disse Licoln Braga. Ao ser procurada pela reportagem, a Polícia Militar informou que a 19ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) foi comunidade para reforçar o policiamento. A PM ressaltou ainda que o policiamento na área é pensado através de ocorrências registradas nas delegacias.

‘Vaquinha’ pra construção

Do outro lado da cidade, na Alameda Cosme Ferreira, no conjunto Santa Maria, na Colônia Antônio Aleixo, Zona Norte, os problemas são o mesmo e o improviso fala alto. No ano passado, segundo os moradores, uma parada de ônibus foi destruída e até hoje a SMTU não foi ao local. “O caminhão de um cliente do restaurante deu ré aqui e derrubou a parada de ônibus. Nós que construímos essa estrutura aqui de madeira pra ter onde se abrigar em dia de chuva”, relata Galti Maier, 32, que organizou uma “vaquinha” com os outros moradores para construir o abrigo para pelo menos proteger do sol e da chuva. A SMTU informou que também irá verificar a situação do local.

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