Quinta-feira, 12 de Dezembro de 2019
ABANDONO

Moradores temem fechamento do PAC do Educandos após vandalismos

Problemas de segurança já estão fazendo as instituições que oferecem serviços abandonarem o local. Atualmente o PAC atende cerca de 300 pessoas diariamente



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10/09/2019 às 07:46

Inaugurado em janeiro de 2006 para ser um local de comodidade e facilitar a vida dos moradores da Zona Sul quanto a serviços básicos e importantes, como emissão de documentos e procedimentos bancários, o Pronto Atendimento ao Cidadão (PAC) localizado na avenida Lourenço Braga, em Educandos, Zona Sul, vive, há anos, tempos de tensão com o vandalismo que, além de tirar o sono de quem precisa do local, também força a saída de entidades que visavam atender ao público. Tudo isso fez os comunitários educandenses temerem o que seria incrivelmente ainda pior: o fechamento em definitivo do espaço.

Por sucessivas vezes o Portal A Crítica denunciou o vandalismo que persiste há anos. O fato, no local que é gerido pela Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania do Estado (Sejusc), incomoda os moradores educandenses. A pasta nega que haja planos de fechar o local.



“Os vândalos levam as lâmpadas, fiações, materiais de ar-condicionado, computadores. Além disso, os criminosos arrombam o teto, fazem buracos na estrutura e invadem o PAC para roubar. Não sabemos quem invadiu, e é isso que queremos saber da polícia. É vandalismo mesmo”, denuncia o morador Gil Eanes.

 A reportagem também viu problemas como lixo e fezes deixadas por pessoas em situação de rua que utilizam as paredes laterais do local como moradia, o que traz um mau cheiro que pode ser percebido a metros de distância do PAC; há também um esgoto destampado.

“Na realidade esses furtos vêm acontecendo semanalmente, quando não diariamente. Essas pessoas pegam cabos elétricos e lâmpadas para vender e financiar seu vício por drogas. Com a ausência da polícia nesse local, que é de grande utilidade para a população amazonense e em especial para os moradores da Zona Sul, o poder público se mostra ausente e não fazendo a parte dele. Mas vamos lutar para que esse PAC continue ativo aqui, pois há três meses isso aqui era lotado todo tempo”,  afirma o morador Benjamin Freitas.

“Recebemos inúmeras pessoas diariamente reclamando que a maioria dos serviços prestados anteriormente aqui no PAC deixou de ser oferecida ao longo do tempo, como das concessionárias de água e luz, Ipem, Semef, emissão de CPFs, entre outros. Hoje, o que funciona aqui são a emissão de 1ª e 2ª via de identidade, e os postos da secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e do Banco Bradesco. Não é nem 40% dos serviços que eram realizados anteriormente aqui no PAC de Educandos”, inconforma-se Gil Eanes.

O PAC, destaca o morador, não atende apenas a população da Zona Sul da cidade, mas também de diversas zonas e até mesmo do interior do Estado, pela proximidade com pontos de desembarque de feiras como a Panair, Ceasa e Centro da cidade. “Queremos que o PAC volte a funcionar a pleno vapor, que todos os boxes fechados voltem a funcionar com as suas antigas funções. Acabar com o PAC é a negação da cidadania”, declara ele.

O comunitário Carlos Catatau falou que “a possível saída de um local como o PAC é uma perda muito grande, que acabaria com a autoestima da Zona Sul de Manaus, que tem um atendimento próximo de tudo e de todos”. “Só temos a perder e a população não merece esse descaso, mas estamos nessa luta e vamos até mesmo acampar se for necessário para manter o PAC”, diz.

Segundo números fornecidos pelo Instituto de Cidadania e Desenvolvimento Social do Amazonas, atualmente o PAC atende cerca de 300 pessoas diariamente.

Repórter de A Crítica

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