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Morre aos 107 anos Olendina da Costa Vieira, considerada a mulher mais velha de Manaus

Conhecida popularmente como 'Dona Boneca', a idosa passava por complicações pulmonares ocasionadas pelo cigarro há um mês e morreu na manhã desta terça-feira (21) 06/01/2015 às 14:10
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Sorridente e muito ativa, a ‘centenária’ Olendina mantinha o hábito do crochê na cadeira de balanço todos os finais de tarde
MARIAH BRANDT Manaus (AM)

Após uma internação de dez dias por conta de uma pneumonia, morre dona Olendina da Costa Vieira, de 107 anos, a mulher mais velha de Manaus. Fumante a vida toda, dona Olendina nunca teve problemas graves de saúde, apresentava coração saudável, pressão estável e ausência de diabetes. A amazonense natural de Nova Olinda do Norte era conhecida por sua irrevência e saúde invejável.

No mês de setembro, sua única filha, Vera, ao notar o consumo de uma carteira de cigarro por dia decidiu cortar o hábito da mãe temendo por problemas de saúde. Dias depois foi diagnostigada com pneumonia e internada no Hospital 28 de Agosto, onde na última terça-feira (14) passou por uma parada cardíaca, foi reanimada e se recuperava bem até a manhã desta terça (21). A idosa morreu às 11h52 da manhã, será velada até às 10h da manhã da quarta-feira (22). Seu enterro deve acontecer no Cemitério do Tarumã, Zona Oeste de Manaus. 

Única filha se despede de dona Olendina, ao lado de neta e bisneto da centenária manauara (Evandro Seixas)

Durante o velório lágrimas de familiares se misturavam com sorrisos nostalgicos ao lembrar das pérolas de dona Olendina. Sua filha Vera conta com bom humor o processo de internação da mãe no hospital. "Assim que a crise de falta de ar passou, com ajuda do oxigênio, ela avisou que estava pronta pra voltar pra casa, falou que queriam mantê-la ali pra estudos e pedia que a gente a levasse pra casa", lembra a única filha da espirituosa moradora do bairro do São Jorge.

A neta Andreia lembra das preferências de dona Olendina, apreciadora dos peixes da região que não dispensava um piracuí com açaí e rejeitava categoricamente carnes vermelhas. Talvez esteja aí a fonte para sua longevidade. Seus bisnetos lembram que ao visitar o Mercado Municipal Adolpho Lisboa com a bisavó os funcionários mais antigos a reconheciam e gritavam: "dona boneca!", como também era conhecida em seu bairro.

Dona Boneca morre deixando uma filha, dois netos e vários bisnetos, além de levar consigo memórias de uma Manaus bem diferente da que conhecemos. As experiências de dona Olendina foram relatadas em diversas reportagens na imprensa local e a quantidade de pessoas que foram dar o último adeus à centenária e espontânea velhinha refletem o carisma que dona Boneca transmitia.

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