Quinta-feira, 04 de Junho de 2020
Manaus

Morre aos 107 anos Olendina da Costa Vieira, considerada a mulher mais velha de Manaus

Conhecida popularmente como 'Dona Boneca', a idosa passava por complicações pulmonares ocasionadas pelo cigarro há um mês e morreu na manhã desta terça-feira (21)



1.jpg Sorridente e muito ativa, a ‘centenária’ Olendina mantinha o hábito do crochê na cadeira de balanço todos os finais de tarde
06/01/2015 às 14:10

Após uma internação de dez dias por conta de uma pneumonia, morre dona Olendina da Costa Vieira, de 107 anos, a mulher mais velha de Manaus. Fumante a vida toda, dona Olendina nunca teve problemas graves de saúde, apresentava coração saudável, pressão estável e ausência de diabetes. A amazonense natural de Nova Olinda do Norte era conhecida por sua irrevência e saúde invejável.

No mês de setembro, sua única filha, Vera, ao notar o consumo de uma carteira de cigarro por dia decidiu cortar o hábito da mãe temendo por problemas de saúde. Dias depois foi diagnostigada com pneumonia e internada no Hospital 28 de Agosto, onde na última terça-feira (14) passou por uma parada cardíaca, foi reanimada e se recuperava bem até a manhã desta terça (21). A idosa morreu às 11h52 da manhã, será velada até às 10h da manhã da quarta-feira (22). Seu enterro deve acontecer no Cemitério do Tarumã, Zona Oeste de Manaus. 



Única filha se despede de dona Olendina, ao lado de neta e bisneto da centenária manauara (Evandro Seixas)

Durante o velório lágrimas de familiares se misturavam com sorrisos nostalgicos ao lembrar das pérolas de dona Olendina. Sua filha Vera conta com bom humor o processo de internação da mãe no hospital. "Assim que a crise de falta de ar passou, com ajuda do oxigênio, ela avisou que estava pronta pra voltar pra casa, falou que queriam mantê-la ali pra estudos e pedia que a gente a levasse pra casa", lembra a única filha da espirituosa moradora do bairro do São Jorge.

A neta Andreia lembra das preferências de dona Olendina, apreciadora dos peixes da região que não dispensava um piracuí com açaí e rejeitava categoricamente carnes vermelhas. Talvez esteja aí a fonte para sua longevidade. Seus bisnetos lembram que ao visitar o Mercado Municipal Adolpho Lisboa com a bisavó os funcionários mais antigos a reconheciam e gritavam: "dona boneca!", como também era conhecida em seu bairro.

Dona Boneca morre deixando uma filha, dois netos e vários bisnetos, além de levar consigo memórias de uma Manaus bem diferente da que conhecemos. As experiências de dona Olendina foram relatadas em diversas reportagens na imprensa local e a quantidade de pessoas que foram dar o último adeus à centenária e espontânea velhinha refletem o carisma que dona Boneca transmitia.


Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.