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Manaus
Perda para as artes

Morre o artista plástico amazonense Moacir Andrade, aos 89 anos de idade

No último sábado (23), o artista plástico fez uma cirurgia para a retirada de um tumor maligno das vias biliares, mas teve complicações no pós-operatório 27/07/2016 às 16:24 - Atualizado em 27/07/2016 às 17:01
Show moacir
Moacir Andrade começou a pintar aos cinco anos de idade / Foto: Euzivaldo Queiroz
Rafael Seixas Manaus (AM)

O artista plástico Moacir Andrade, 89, faleceu no início da tarde desta quarta-feira (27) no hospital Unimed, unidade do Parque das Laranjeiras, no bairro Flores, Zona Centro-Sul de Manaus. No último sábado (23), ele fez uma cirurgia para a retirada de um tumor maligno das vias biliares.

De acordo com a filha do pintor, Gracimoema Andrade, a cirurgia do pai foi ótima, mas ele apresentou complicações no pós-operatório. “Ontem (26), ele teve uma piora e faleceu hoje de tarde, por volta das 13h. Esse tumor estava obstruindo as vidas biliares dele”, declarou, ainda muito emocionada.

“Meu pai era uma pessoa carinhosa, positiva, um homem maravilhoso, sempre fazendo piadas e mantendo essa áurea de alegria. Na cabeça, ele estava sempre projetando telas, livros e querendo homenagear as pessoas”, acrescentou.

O velório do artista plástico será na Academia Amazonense de Letras (AAL), no Centro de Manaus, do qual era membro desde 2010. O enterro será nesta quinta-feira (28) no cemitério São João Batista, no boulevard Álvaro Maia, na Zona Centro-Sul de Manaus, com horário ainda a ser definido.

Trajetória e carreira

Pintor e desenhista, Moacir Andrade nasceu em 1927. Iniciou-se na pintura como autodidata e, por volta de 1942, estudou desenho na Escola Técnica de Manaus. Gradua-se em Museologia pelo Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro. Em 1954, aproximadamente, integra o Clube da Madrugada, na cidade de Manaus.

O artista tinha 85 anos de carreira, mais de 10 mil telas pintadas e expôs seus trabalhos em mais de 70 países. É uma pena que boa parte dos trabalhos do amazonense não está em museus e galerias, acessível ao grande público, mas sim emoldurados em paredes de casas ou espalhados pelo mundo. No entanto, telas de sua autoria ainda podem ser encontradas em alguns órgãos e repartições públicas da capital amazonense.

Os traços minuciosos de Moacir estão à mostra em produções encontradas na Secretaria de Cultura do Estado (SEC), Prefeitura, Manaus Energia, na Reitoria da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), nos palácios do Governo e Rio Negro, entre outros.

Em entrevista concedia ao jornal A Crítica em 2012, o artista declarou: “É bom a gente ser reconhecido enquanto estamos vivos. Sou um amante inveterado, amo minha mulher e dou toda a atenção para ela, porque quando se morre tudo acaba”.

Moacir Andrade deixa cinco filhos: Gracimoema, Lucia Regina, Maria do Carmo, Moacir Couto de Andrade Junior e Raimunda Santo da Cruz.

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