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Manaus
SAÚDE

Mortalidade de mulheres com câncer de colo de útero cai 15,8% em Manaus

O Núcleo de Saúde da Mulher de Manaus apresentou dados de redução na mortalidade dos casos relacionados ao mesmo câncer em um período de quatro anos na capital 25/07/2017 às 10:50
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Conferência tem como tema: “Saúde das mulheres: Desafios para a integralidade com equidade” (Foto: Gilson Mello)
Isabelle Valois Manaus (AM)

Enquanto os dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) revelam que o Amazonas é o Estado com maior incidência de câncer de colo de útero – com 37 casos a cada 100 mil mulheres, de acordo com a estimativa para 2016 e 2017 –, o Núcleo de Saúde da Mulher (NSM) de Manaus apresenta os dados de redução na mortalidade dos casos relacionados ao mesmo câncer em um período de quatro anos na capital.

Desde 2013, quando iniciou o levantamento dos dados da capital, até o ano passado, houve uma redução de 15,8% da mortalidade. Em 2013 foram registrados 208 casos de morte de mulheres por causa do câncer do colo uterino. Em 2014 houve 216 casos. Em 2015 houve uma redução, e o número de casos de mortes passou para 189. No ano passado, os casos de morte caíram mais ainda, chegando a 175.

De acordo com a chefe do núcleo, Rita de Cássia de Jesus, essa redução tem ocorrido por conta da identificação precoce de qualquer lesão uterina que possa tornar-se um câncer. Assim que alguma lesão é identificada nos exames de rotina, a mulher é encaminhada para uma das policlínicas da capital para dar continuidade aos exames necessários e em seguida iniciar o tratamento.

“Um serviço de referência de exames e até mesmo de tratamento tem sido implantado nas policlínicas e isso tem nos ajudado com essa redução. Queremos dar continuidade a esse serviço e melhorá-lo e até se possível buscar meio de abrangê-lo para demais municípios e assim reduzir esses dados consideravelmente em todo nosso Estado”, disse.

Para Rita de Cássia, o principal desafio no combate e prevenção à doença, não só em Manaus como em todo o Amazonas, continua sendo a redução, ainda maior, dos casos de mortalidade.

Conferência Nacional

Os dados foram apresentados ontem, na etapa preparatória para a 2ª Conferência Nacional de Saúde das Mulheres (CNSMu), prevista para ocorrer no período de 17 a 20 de agosto em Brasília. Todos os estados estão realizando essa etapa preparatória, para encaminhar as propostas à conferência.

Conforme Rita de Cássia, no caso de Manaus, as propostas vão bem mais além do tratamento do câncer uterino e mama, mas encadeia nos eixos relacionados ao tratamento das violências ocorridas com as mulheres. A chefe do núcleo mencionou que ainda há muito a ser feito neste sentido. “A violência impacta na saúde, principalmente no psicológico da mulher. Precisamos ofertar um serviço diferenciado para essas ocorrências para não gerar futuros problemas de saúde às vítimas”, reforçou.

Esta é a primeira vez que a capital amazonense participa de uma etapa preparatória para a CNSMu. E esta será a segunda edição da conferência; a primeira foi realizada em 1986.

Com o tema central “Saúde das mulheres: Desafios para a integralidade com equidade”, a conferência terá como objetivo propor diretrizes para a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Mulheres.

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