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Manaus
Caso tentativa de homicídio no Rio Preto

Motivações políticas seriam estopim para plano de matar prefeito de Rio Preto da Eva

Investigações tiveram início em setembro de 2012 e de acordo com delegado que coordenou a ação que resultou nas prisões, foram motivadas por denúncias feitas pelo atual prefeito de Rio Preto da Eva 16/02/2013 às 11:25
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Irmão do deputado federal Sabino Castelo Branco, Bolivar Maués (camisa listrada) segue com Marco Antonio, Maikon da Silva e Bruno Maués para delegacia
Joanna Queiroz ---

Um plano para assassinar o prefeito do Município de Rio Preto da Eva (a 57 quilômetros de Manaus),  Luiz Ricardo Chagas; o vice dele, Ernani Santiago; o procurador do município, Erick Franco de Sá, e  o empresário da cidade Antônio Carlos foi desarticulado nessa sexta-feira(15) pela Polícia Civil com a prisão do bacharel em Direito Bolívar de Almeida Maués, o filho dele, Bruno Leandro Campos Maués, Marcos Antônio Lima, Maikon da Silva e Raimundo Raniere da Silva. Bolivar é irmão e Bruno é sobrinho do  deputado federal Sabino Castelo Branco (PTB).

O procurador Franco de Sá acusou os ex-prefeitos do Município  Anderson de Souza (PTB) e Fúlvio Pinto de serem os mentores intelectuais do plano de morte. Segundo ele, a ação é motivada por questões políticas. Os dois tinham a intenção de voltar comandar a prefeitura. “Eu  falo isso com toda certeza e digo mais que eu não vou sossegar enquanto não colocá-los na cadeia. Vou lutar por isso”, declarou o procurador.

As prisões dos suspeitos aconteceram em cumprimento de mandados de prisões preventivas decretadas pelo juiz da Comarca do município  Cássio Borges. Além das prisões foram cumpridos ainda cinco mandados de busca e apreensão nas casas dos investigados. A ação foi comandada pelo o delegado titular do 36º Distrito Integrado de Polícia (DIP) que coordena a ação, Virgílio César de Mendonça, que desde o mês de setembro do ano passado investiga a ação da quadrilha.

Segundo o delegado, as investigações iniciaram a partir de denúncias feitas pelo atual prefeito de que ele estaria sendo seguido por carros suspeitos. No início deste ano uma pessoa que tinha sido contratada para participar do plano, procurou o delegado e denunciou todo o esquema de morte das autoridades. O delegado não revelou o nome do denunciante e disse que o mesmo está sob proteção.

No depoimento que prestou o denunciante disse que o plano inicial era assassinar o prefeito e o vice para que não concorressem as eleições, em seguida o procurador porque este havia feito várias denúncias contra eles e o empresário por ser um dos financiadores da campanha de Luiz Ricardo. “A idéia de matar foi do Anderson e do Fúlvio. Eles contrataram o Bolívar para executar o plano, contratar os pistoleiros e providenciar o necessário para que o plano fosse cumprido”, acusou  Franco de Sá.

Quatro mortes custariam R$ 65 mil

Pela cabeça do procurador Erick Franco de Sá os pistoleiros deveriam receber R$ 50 mil, e R$ 5 mil por cada um dos demais. Segundo a investigação, as vítimas  vinham sendo seguidos por carros e recebiam ameaças do grupo liderado por dois falsos advogados que atuavam na cidade com documento falso da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). No dia 28 de dezembro o prefeito deveria ser executado, o que não ocorreu porque Bolívar não repassou o dinheiro para os pistoleiros.

As prisões aconteceram no condomínio residencial Bosque dos Ingleses, na Constantino Nery, no bairro da Chapada, Zona Centro-Sul, e na Colônia Japonesa, Jorge Teixeira, Zona Leste, e Nova Esperança, Zona Centro-Oeste. Com eles foram apreendidos uma espingarda calibre 32, um revólver calibre 38, vários carimbos do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), um Celta  e um Corolla que eram usados na tocaia das vítimas.

Os presos foram indiciados pelos crimes de formação de quadrilha, Maikon, Raimundo e Marco Antônio vão responder ainda por porte ilegal de armas e  Bolívar e Bruno por utilizarem documentos falsos.

Deputado quer investigação

Essa não foi a educação que meu pai deu. Não acredito que ele tenha essa índole”. Foi o que declarou o deputado federal Sabino Castelo Branco, quando questionado sobre o envolvimento do irmão dele, Bolívar de Almeida Maués, e o sobrinho Bruno Leandro Campos Maués na quadrilha que pretendia assassinar o prefeito do Município de Rio Preto da Eva, (a 57 quilômetros de Manaus)  Luiz Ricardo Chagas, o  vice dele, Ernani Santiago; o procurador-geral do Município Erick Franco de Sá,e o empresário Antonio Carlos.

Sabino descarta qualquer ligação com o irmão. “Ele é meu irmão por parte de pai, não tenho ligação com ele. Há anos que não tenho contato com ele e nem com o filho”, disse Sabino que destacou. “É preciso investigar, mas se for culpado tem que arcar com o que fez”, salientou o deputado.

Sabino disse ter ficado surpreso com a notícia sobre a carteira, supostamente falsa da Ordem dos Advogados do Brasil seccional do Amazonas(OAB). “O que eu sei é que ele é bacharel em direito”, afirmou.   


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