Terça-feira, 26 de Maio de 2020
CASO BRUNO

Motocicleta usada por jovem morto em Iranduba é periciada e devolvida à família

Bruno de Freitas, 24, estava na moto quando foi derrubado por um carro e assassinado a tiros. O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Givancir Oliveira, está preso suspeito da autoria do crime



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03/03/2020 às 14:57

A moto que estava sendo conduzida por Bruno de Freitas, de 24 anos, antes dele ter sido assassinado a tiros no sábado (29), em Iranduba, foi devolvida pela polícia, após perícia, à família do jovem na manhã de domingo (3). O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Givancir Oliveira, está preso desde segunda-feira (2) suspeito da autoria do crime.

A moto, que pertence a Adriana de Freitas, 43, mãe de Bruno, estava sendo usada por ele para levar a prima, uma mulher trans identificada como 'Tchelsy', até a casa de Givancir. Ela é ex-funcionária do presidente do sindicato e cobrava o pagamento de rescisão trabalhista. Bruno adiou um almoço com a esposa para levar Tchelsy ao local.




Adriana, mãe de Bruno, chora ao detalhar momentos da morte do filho. Foto: Jair Araújo

Adriana relembra que Bruno e o irmão, Cherliton de Freitas Guimarães, 26, trabalhavam como mecânicos de motocicletas e gostavam muito do trabalho. “Eu chegava a brigar com o Bruno, que ficava cuidando das motos debaixo do sol quente, durante muito tempo”. Cherliton foi o responsável por ir pegar a moto que Bruno dirigiu pela última vez antes de ser morto.

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Ao chegarem na residência do suspeito, um dos funcionários de Givancir passou à Tchelsy algumas notas rasgadas por debaixo da porta. “Ela disse que não receberia o dinheiro daquela forma, porque nenhum comércio iria aceitar. Então, foi quando Tchelsy afirmou que iria à Justiça e os dois foram embora”, relatou Adriana.


Residência de Givancir, em Iranduba. Foto: Jair Araújo.

Ainda conforme a dona de casa, durante o trajeto de saída de Tchelsy e Bruno, um carro colidiu contra a parte traseira da motocicleta pilotada por ele e, quando os dois caíram, três pessoas saíram do veículo. Givancir, que estava entre eles, com o rosto coberto, entrou em luta corporal contra Tchelsy.

Ao tentar retirar a camisa da face de Givancir, Tchelsy levou um tiro na mão. Um dos homens efetuou disparos de arma de fogo contra Bruno, que morreu no local.

Tchelsy levou dois tiros nas costas, ao tentar correr, mas foi socorrida e levada ao Hospital e Pronto-Socorro (HPS) 28 de Agosto. “A prova que nós temos é a Tchelsy no hospital. Queremos justiça”, enfatizou Adriana.

Defesa do acusado

Um dos advogados do suspeito, Orlando Bentes, destacou a apresentação espontânea de Givancir e pontuou sobre os pontos em que a defesa se embasará.

“Nós vamos trabalhar para revogar essa prisão. Já foram prestados esclarecimentos sobre onde ele [Givancir] estava no momento do crime, e que não houve qualquer participação direta ou indireta dele. Não há fundamentos necessários para a manutenção dessa prisão", destacou o advogado.


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