Domingo, 16 de Junho de 2019
Manaus

Motociclistas são flagrados cometendo irregularidades durante ação educativa de trânsito em Manaus

Motociclistas flagrados em infrações de trânsito não foram multados porque ação em comemoração à Semana Nacional do Trânsito era educativa



1.jpg Sem retrovisor do veículo, mototaxista se livrou da multa, mas não escapou da bronca em blitz realizada, na alameda Cosme Ferreira, Zona Leste
20/09/2013 às 07:19

Se não fosse apenas uma ação educativa, dezenas de mototaxistas teriam ficado sem os veículos utilizados para trabalhar, durante a blitz realizada nesta quinta-feira (19), pelo Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans).

A ação executada na alameda Cosme Ferreira, no bairro do Zumbi, na Zona Leste, abordou aproximadamente cem mototaxistas e motociclistas apenas em uma hora de trabalho, sendo que a maioria tinha motivos para ter a motocicleta apreendida.

De cada dez motocicletas, por exemplo, pelo menos, seis tinham algum tipo de irregularidade que, segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), resultaria em multa e apreensão do veículo.

Quando foram parados, os condutores que estavam irregulares logo apresentaram nervosismo ou tentaram desviar dos cones onde deveriam parar. No entanto, no momento da abordagem dos agentes de trânsito e técnicos do Manaustrans, ficavam sabendo que não seriam multados porque se tratava de uma ação educativa.

Ao invés de uma multa, os condutores receberam uma mochila com material informativo sobre segurança no trânsito, além de chaveiros da campanha de educação lançada pela Prefeitura de Manaus. Porém, os que estavam em desacordo com as normas de trânsito não escaparam de uma bronca, mas em tom de orientação.

Entre as principais irregularidades encontradas, estão à falta de retrovisores nas motocicletas, condutores e garupas sem capacete ou com o equipamento desafivelado, além de motocicletas com farol apagado.

Em todas as abordagens, os agentes de trânsito foram claros quanto às punições. Apesar de livrarem os donos de motos das multas, os agentes orientaram cada condutor sobre as irregularidades identificadas e as sanções a que estão sujeitos se forem flagrados em nova blitz.

Segundo o CTB, conduzir motocicleta sem capacete é infração gravíssima com perda de 7 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), multa de R$ 191,54, além da suspensão do direito de dirigir e retenção da CNH. Conforme os agentes, conduzir motocicleta com o capacete desafivelado é o mesmo que estar sem capacete perante as normas do CTB. Conduzir motocicleta com farol desligado também rende a mesma punição.

Segundo o Manaustrans, o intuito é orientar e conscientizar os motociclistas para que possam contribuir para a redução de acidentes motivados pelas atividades em comemoração a Semana Nacional do Trânsito. A blitz se concentrou em frente ao Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Poeta Manoel Bandeira. Ela foi voltada exclusivamente para motociclistas.

Objetivo
A ação faz parte das atividades em comemoração a Semana Nacional do Trânsito. A ação é realizada por técnicos e educadores do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) com o objetivo de conscientizar motociclistas a reduzir acidentes.

Avenida das torres - sinalização inadequada para serviço
Serviço realizado na manhã desta quinta (19) na rede elétrica da avenida das Torres pôs em risco o trânsito nas proximidades de substação da Eletrobras Amazonas Energia. Os operários tentaram sinalizar a área, mas os motoristas que seguiam centro-bairro tinham pouca percepção do que ocorria, principalmente porque os cones desviavam o fluxo da outra pista para frente deles.


Mortes estão associadas à falta de equipamentos
Somente de janeiro a agosto deste ano, 46 motociclistas morreram no trânsito, em Manaus. No mesmo período do ano passado foram 38 mortes, o que revela um aumento de 21,05% nos acidentes no comparativo dos dois anos. Os acidentes com motocicletas estão associados a motivos diversos, desde a imprudência e falta de atenção, até ausência de equipamentos de segurança como visto na blitz, realizada ontem.

Sem os retrovisores, os motociclistas não têm como ver quem está atrás deles e em uma ultrapassagem, tanto pela esquerda quanto pela direita da via, ficam sem campo de visão e podem colidir contra outro veículo. A única forma de ter a visão dos veículos que seguem atrás é o motociclista virar o pescoço. No entanto, no movimento ele deixa de olhar para frente e perde segundos preciosos até retomar o olhar para a direção correta.


O procedimento é perigoso, mas tem gente que costuma dá uma desculpa no momento que é flagrada com a irregularidade. Gilmar Soares, 28, por exemplo, foi um dos mototaxistas parados na blitz conduzindo motocicleta sem retrovisor. Ele disse aos agentes que “estava justamente indo comprar o equipamento” de uso obrigatório em uma oficina.

Gilmar falou que sabe da infração, mas admitiu que retirou os retrovisores há alguns meses. A exemplo de outros condutores, Gilmar retirou os retrovisores para “passar sem dificuldade entre os carros”, seja em movimento ou enquanto os veículos estão parados num congestionamento, reduzindo as chances do retrovisor da moto bater no dos carros. Apesar da suposta facilidade na condução da motocicleta, a segurança do veículo fica prejudicada por conta da falta do equipamento.


Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.