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Motorista que atropelou e matou grávida na av. Rodrigo Otávio não tinha CNH

Gleidson Sena Amaral, 27, estava aparentemente embriagado e estaria dirigindo em alta velocidade. Ele foi agredido por populares que ficaram revoltados com a morte da grávida 14/08/2015 às 15:54
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O teste do bafômetro foi realizado em Gleidson e deu negativo para embriaguez
VINICIUS LEAL E ISABELLE VALOIS Manaus

CONFIRA VÍDEO

O motorista Gleidson Sena Amaral, 27, que atropelou e matou uma grávida na manhã desta sexta-feira (14), em Manaus, não tinha Carteira Nacional de Habilitação. Ele estaria dirigindo em alta velocidade e aparentava estar embriagado. Além da grávida, o irmão dela também foi atingido. Gleidson foi agredido por populares.

A vítima fatal, Alessandra Solart Amorim, 24, estava grávida de 6 meses e tentava a atravessar av. General Rodrigo Otávio, Zona Sul, junto com o irmão, Jorge Adriane Solart Rodrigues, 31, por volta das 5h45. Eles estavam no trecho da avenida próximo ao Centro Cultural Povos da Amazônia e à Escola SENAI Demóstenes Travessa, onde existe uma faixa de pedestre em frente.

Segundo informações, a grávida e o irmão estavam na calçada e atravessaram a via pela faixa de pedestres quando o motorista do veículo perdeu o controle da direção e atingiu os dois. O veículo, um Palio de cor cinza e placas JXI-6717, teria ainda arrastado a grávida por 30 metros após a colisãoO corpo da grávida ficou debaixo do carro e populares se juntaram para levantar o automóvel de cima da mulher.

A grávida não resistiu ao impacto e morreu na hora. O corpo dela teria ficado embaixo do veículo, segundo populares. Pessoas tentaram ajudar e chamaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que foi ao local e levou o irmão, em estado grave, para o Hospital e Pronto Socorro João Lúcio. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, o irmão passou pelo centro cirúrgico e o estado de saúde dele é gravíssimo.


O veículo Palio teria ainda capotado na pista

Gleidson saiu do veículo apresentando sinais de embriaguez e foi agredido por populares que ficaram revoltados com a morte da grávida. Ele só parou de ser agredido quando os policiais militares da 7ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) chegaram e o levaram para o 7º Distrito Integrado de Polícia (DIP). O teste do bafômetro foi realizado em Gleidson por volta das 10h, cerca de quatro horas após o acidente, e o resultado deu negativo para embriaguez.

Peritos do Instituto de Criminalística foram até o local do acidente para fazer coleta de provas. Dentro do carro do motorista foi encontrado um dichavador, ferramenta usada para dissolver porções de maconha. Avaliações técnicas produzidas pelos peritos poderão confirmar se o motorista estava ou não em alta velocidade. Segundo populares, o condutor do veículo dirigia perigosamente antes da colisão.

Cervejaria

Segundo o sargento Bortoloto, da 7ª Cicom, o motorista Gleidson afirmou que antes do acidente estava na Cervejaria Fellice, localizada dentro de um shopping também avenida General Rodrigo Otávio, próximo ao local do acidente.  Na cervejaria, Gleidson estaria consumindo bebida alcoólica e logo quando saiu, para ir para casa, atropelou as vítimas.

Ficha judicial

No site do Tribunal de Justiça do Amazonas consta que Gleidson respondia a um processo judicial por ameaça. No caso, a vítima teria comprado uma moto de Gleidson, e o tal veículo teria sido apreendido e precisaria da autorização dele para a soltura do mesmo. Gleidson se negou a autorizar e fez ameaças à vítima.

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