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Motorista que atropelou e matou grávida responderá por homicídio culposo, em Manaus

Ele confessou a policiais que amanheceu o dia bebendo, mas depois de falar com os advogados mudou a versão no depoimento, dizendo que tomou duas latinhas de cerveja 15/08/2015 às 12:21
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Gleidison mudou sua versão sobre o atropelamento após conversas com advogados
Isabelle Valois e Kelly Melo Manaus (AM)

CONFIRA O VÍDEO

O autônomo Gleidson Sena Amaral, 27 que vitimou a assistente social Alessandra Solart Amorim, 24, e seu irmão o industriário Jorge Adriano Solart Rodrigues, 31, em um acidente na manhã de hoje (14), na avenida General Rodrigo Otávio, em frente à Escola SENAI Demóstenes Travessa, Zona Sul, responderá pelo crime de homicídio culposo – quando não há intenção de matar – com um aumento de pena por não possuir a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), não afiançável na delegacia, por isso será conduzido para a Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, Centro.

A titular do 7º Distrito Integrado de Polícia (DIP), Caroline Guedes, contou que quando Gleidson foi apresentado na delegacia, comentou que havia passado a noite anterior ao atropelamento na companhia dos amigos bebendo e que após sair do local que passou pelo acidente. “Essas informações ele havia apresentado antes de conversar com os advogados, e na hora de prestar depoimento ele contou outra história”, explicou.

Em depoimento, o autônomo contou que havia saído de casa antes das 6h ao destino de uma empresa no Distrito Industrial. “Sabemos que até momento ele não tem nenhum vínculo empregatício e neste meio tempo ocorreu o acidente. Ele afirma que não viu nenhum dos dois no momento em que atravessavam”, relatou à delegada.

Como os policiais militares que atenderam a ocorrência não conseguiram encontrar um local que tivesse o material para realizar o exame do bafômetro no suspeito, a delegada solicitou ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran) para que levassem até o DIP o medidor para realizar o exame. “Como ele fez o exame às 11h30 o resultado do teste deu 0,06 que é o permitido, por isso não foi autuado pelo crime de dirigir embriagado, mas estamos solicitando que ele realize os exames toxicológicos para álcool e outros tipos de droga”, explicou.

Na apresentação de Gleidson para a imprensa, Gleidson disse que havia bebido três latinhas de cerveja às 20h da noite anterior, e que havia acordado cedo para ir a uma fábrica em que trabalhou para receber um dinheiro, quando ocorreu o acidente.

No momento em que realizava o exame do bafômetro no suspeito, o Detran aplicou três multas administrativas, entre elas por dirigir sem habilitação, mau estado de conservação do carro, pois os pára-brisas estavam trincados e outra não informada. O veículo foi apreendido e levado para o parqueamento do Detran.

Gleidson também vai responder por lesão corporal de trânsito da outra vítima que está em estado gravíssimo no Hospital Pronto- -Socorro João Lúcio, Zona Leste.

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