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Manaus
Violência

Motoristas da linha 120 reclamam da violência e dos constantes assaltos

Segundo os funcionários da empresa São Pedro, assaltos violentos são comuns de ocorrer nessa linha 27/03/2017 às 05:00
Show 120
(Foto: Jander Robson)
Rita Ferreira Manaus (AM)

O motorista de ônibus Gilson Gomes Campos, que levou coronhadas na cabeça durante um assalto ocorrido na última sexta-feira (24), segue internado na UTI do Hospital e Pronto Socorro Dr João Lúcio, na Zona Leste de Manaus. Segundo os funcionários da empresa São Pedro, onde a vítima trabalha, assaltos violentos são comuns de ocorrer nessa linha.

 Gilson sofreu uma fratura no crânio e passou por uma cirurgia neste sábado (25). O motorista aguarda liberação médica para ser levado para a enfermaria da unidade. O assalto ocorreu na avenida Coronel Teixeira, na Ponta Negra, Zona Oeste, durante a última viagem da linha 120, quando voltava para a estação do ônibus localizada no mesmo bairro.

De acordo com o administrador de linha, Tiberio Filho, 44, a linha 120 sofre assaltos toda semana, principalmente, no trecho que passa por dentro do bairro Santo Agostinho, também na mesma Zona. “Tem uma parte do itinerário que é perto de um escadão, onde os assaltantes descem e fazem o arrastão dentro do ônibus”, contou.

Segundo ele, em boa parte dos assaltos os motoristas sofrem violência. “Os meliantes dão coronhada, agridem os funcionários e dão até tiro pra cima, como num assalto que ocorreu recentemente com o carro da linha 182 no Campos Elíseos”, disse.

Seis assaltos

Tiberio relatou que juntando as duas linhas são, pelo menos,  seis assaltos por semana. Segundo o administrador, todos os crimes são registrados na Polícia Civil, mas nenhuma medida é tomada para garantir a segurança dos rodoviários e dos usuários.

Os rodoviários que estavam na estação, ontem, contaram que a insegurança atinge todo o sistema. “A outra linha que atendemos aqui é a 450, ela também sofre assalto frequentemente quando passa no Núcleo 5, na Cidade Nova (na Zona Norte)”, relatou um funcionário.

Os funcionários da empresa que prefeririam não ter o nome divulgado denunciaram à reportagem a falta de apoio por parte da empresa e do sindicato das empresas que, segundo eles, não prestam assistência: “Quando nós somos assaltados, pensa que eles mandam pela menos a psicóloga da empresa pra conversar com a gente? Eles mandam o motorista continuar a rota e quando a gente se recusa, eles dão ‘balão’, como chamamos as advertências escritas”, relatou uma funcionária.

Nenhuma resposta

A reportagem tentou contato por telefone com o Sindicato dos Rodoviários e com o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo para apurar as informações repassadas pelos funcionários da empresa, sobre a falta de atenção aos assaltos que vem ocorrendo com as linhas 120 e 450, mas ninguém atendeu.

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