Segunda-feira, 16 de Dezembro de 2019
UBER X TAXISTAS

Motoristas do Uber afirmam que estão sofrendo ameaças de taxistas em Manaus

A ‘caçada’ a Ubers divulgada durante todo o fim de semana nas redes sociais gerou preocupações aos motoristas do serviço



hflsdjs.JPG (Foto: Winnetou Almeida)
17/04/2017 às 05:00

Motoristas que operam a plataforma Uber, lançada em Manaus na semana passada, afirmam estarem sendo ameaçados por taxistas que não concordam com o funcionamento da nova modalidade de transporte individual de passageiros e temem as fiscalizações  da prefeitura. Eles alegam que a plataforma está amparada em uma lei federal, mas  alguns carros estão sendo apreendidos pela Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU).

A “caçada” a Ubers divulgada  nas redes sociais foi o que gerou essa preocupação aos motoristas do serviço. Na opinião deles, a modalidade de transporte individual está amparada pela lei federal 12.587 (Lei da Mobilidade Urbana). “Eles estão sendo agressivos e pressionam os motoristas. Por isso, nós tememos pela nossa segurança.  O Uber não é irregular. Se fosse, não estaria em vários países, nem operando em várias cidades brasileiras. Na verdade, está faltando compreensão dos taxistas porque eles não querem mais concorrentes”, disse um motorista, que não quis ser identificado.



De acordo com ele, que também trabalha no Distrito Industrial, a plataforma é um mecanismo de ganhar uma renda extra, mas as supostas emboscadas arquitetadas por taxistas e fiscais da SMTU podem pôr em risco a segurança do motorista e dos passageiros. “Um amigo meu foi perseguido por taxistas que montaram uma emboscada para ele. Eles foram agressivos, pressionaram ele e ainda chamaram os fiscais da SMTU, que apreenderam o veículo. Mas o carro está com os documentos todos em dia e não havia motivos para removerem ele”.

A possibilidade de obter corridas mais baratas que o táxi convencional está aquecida na capital  e estima-se que pelo menos 300 pessoas já estejam operando o Uber em Manaus.

Pressão

Apesar da preocupação e denuncias dos motoristas do aplicativo, o Sindicato dos Taxistas (Sintáxi) afirma que não compactua com a violência e negou que categoria esteja “arquitetando” armadilhas para os concorrentes. “Isso não existe. Mas o que reivindicamos é que o município crie uma  regulamentação para eles, porque enquanto não houver uma regulamentação, o que eles estão fazendo é transporte clandestino”, afirmou o presidente Luiz Aguiar.

Segundo ele, toda a categoria está se organizando para participar da audiência pública na Câmara Municipal de Manaus (CMM), agendada para quarta-feira, às 14h. “Não somos contra o Uber, mas  o que queremos são regras. O taxistas pagam Inmetro, contribuição sindical, impostos, taxas da SMTU e o motorista de Uber não paga nada. Ou seja, o custo do táxi é mais caro. Por isso, tem que haver uma discussão ampla”, defendeu o taxista Gilberto Amaral.

‘Rotina’

A  SMTU  informou que as  fiscalizações  não são direcionadas ao Uber. Segundo a pasta, “faz parte da rotina da SMTU a realização de fiscalizações periódicas contra quaisquer serviço de transporte de passageiros não autorizado pelo município”. A SMTU, no entanto, não respondeu se considera o Uber ilegal.

Usuários aprovam sistema

Enquanto a polêmica parece estar longe de terminar, quem utiliza o serviço do Uber afirma que as vantagens são inúmeras,  principalmente para  o bolso do cliente. “Eu gostei muito do serviço, não somente por que você chama via app, mas pelo fato da segurança em saber quem vai me buscar. Com o Uber, eu posso traçar minha rota sem pegar caminhos mais longos, como a maioria dos taxistas faz. E desde que comecei usar, vi o quanto economizei, se fosse comparar com o táxi. Com certeza, é um serviço excelente”, pontuou Eduardo Mazzoni, analista de sistemas e usuário do Uber. O aplicativo de transporte pessoal Uber está ativo em cerca de 37 municípios do Brasil.

Audiência Pública

A audiência pública, proposta pelo vereador Chico Preto (PMN), vai contar com a participação de Sindicatos das Empresas de Táxi, Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), Ministério Público Estadual (MPAM), Ministério Público do Trabalho (MPT) e o movimento ‘Queremos Uber Manaus’.


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