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Manaus
COMBUSTÍVEIS

Motoristas da Uber e taxistas relatam prejuízos com alta da gasolina em Manaus

As duas categorias aderiram à manifestação de caminhoneiros na manhã de hoje (24). Gasolina em Manaus é a 7ª mais cara do País; postos de combustíveis têm vendido a R$ 4,69 24/05/2018 às 12:40 - Atualizado em 24/05/2018 às 12:44
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Motoristas da Uber participaram do protesto que ocorre no Distrito (Foto: Winnetou Almeida)
Oswaldo Neto Manaus (AM)

Representantes da Uber e taxistas aderiram à manifestação de caminhoneiros nesta quinta-feira (24), em Manaus, contra a alta no preço do diesel. No caso deles, que utilizam carros de passeio, os trabalhadores relatam sérios prejuízos por conta dos constantes aumentos dos preços da gasolina em todo o País. Atualmente, a capital possui a 7ª gasolina mais cara do Brasil.

Na última quarta-feira (24), um dos dias em que a Petrobras aumentou o preço dos combustíveis, postos de combustíveis de Manaus começaram a vender o litro da gasolina a R$ 4,69. Somente no mês de maio, a petroleira reajustou o valor 14 vezes.

O presidente do Sindicato dos Condutores Autônomos e Taxistas de Manaus (Sintax-AM), Luís Augusto, disse que parte da categoria está compondo o protesto dos caminhoneiros na via que dá acesso à Refinaria de Manaus Isaac Sabbá (Reman), no Distrito Industrial, Zona Sul. “Estamos todos aderindo. Está todo mundo abalado com a questão do preço, por isso estamos apoiando esse movimento”, disse.

Segundo ele, além dos prejuízos devido ao preço do litro do combustível, os taxistas ainda enfrentam a concorrência com o que ele chama de “transporte clandestino”, no caso os motoristas de aplicativos como Uber e 99. “A gente está trabalhando no limite. Com os aplicativos clandestinos a situação complicou para nós. Tivemos que começar a trabalhar como o preço do Uber, valor fechado e sem taxímetro. Isso e o preço da gasolina só diminuem nosso lucro. Esperamos que os governantes tomem uma atitude em relação a isso”, declarou.

O representante dos motoristas de Uber, Lucas Souza, declarou que os trabalhadores também estão fazendo parte do movimento por conta do preço da gasolina e pela qualidade do combustível nos postos de Manaus. “O nosso lucro está lá embaixo. Além da gasolina e do preço alto, os postos ainda vendem de forma adulterada e não abastecem na quantidade correta, lesando todos nós. O povo acordou e estamos fazendo esse manifesto”, disse.

O motorista da Uber Lucas Souza disse ainda que caso não recebam uma resposta as manifestações devem continuar até 30 de maio em Manaus. Para amanhã, sexta-feira (25), os trabalhadores do transporte por aplicativo prometem um novo protesto na capital amazonense, desta vez na avenida Constantino Nery, na Zona Centro-Sul da cidade.

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