Quarta-feira, 11 de Dezembro de 2019
MANIFESTAÇÃO

Em protesto, motoristas de aplicativo paralisam Av. Noel Nutels após morte de colega

Higson Cavalcante Ramos, 49, foi encontrado morto com seis facadas, no bairro Jorge Teixeira, após atender uma solicitação em um aplicativo de corridas



WhatsApp_Image_2019-09-07_at_10.03.29_7931B074-025C-4B5F-B559-66499168FFB4.jpeg Foto: Junio Matos
07/09/2019 às 11:06

Parte da Avenida Noel Nutels, Zona Norte da capital, em frente ao Instituto Médico Legal (IML), foi paralisada na manhã deste sábado (7), por motoristas de aplicativo em protesto à falta de segurança proporcionada a eles por parte das plataformas de mobilidade. O ato ocorre um dia após o motorista de aplicativo Higson Cavalcante Ramos, 49, ter sido encontrado morto com seis facadas, na noite de sexta-feira (06), no Ramal do Brasileirinho, bairro Jorge Teixeira, Zona Leste de Manaus.

João Rodrigues, 28, que é motorista de aplicativo de mobilidade há quase dois anos, explica que a segurança que as plataformas proporcionam são voltadas para os passageiros, deixando os motoristas vulneráveis. 



"O passageiro sabe todas as nossas informações, o nosso nome, placa do carro, profissão (...) enquanto muitas das vezes sequer sabemos os nomes deles, pelo fato da solicitação ter sido realizada por terceiros, o que nós imploramos para que não aconteça", explica o motorista.

O aumento da violência na cidade e a falta de segurança em alguns pontos, considerados como "área vermelha", são o ‘pavor’ de Adson Oliveira, 32, mesmo dirigindo por quase dois anos em uma plataforma de mobilidade. 

"O medo é recorrente, mas nós temos que trabalhar para garantir o sustento das nossas famílias. O que podemos fazer é vir aqui e protestar para solicitar melhorias", reivindicou o profissional. 

Representando as mulheres que são motoristas de aplicativo, Kátia Souza, 39, afirma que a vulnerabilidade vai além do gênero de quem dirige ou está sendo transportado, pois a insegurança pode partir de qualquer um. Como meio de proteção e até mesmo para conhecer o passageiro, ela diz que sempre opta pelo diálogo. 

"Procuro sempre puxar conversa, porque assim posso saber se a pessoa que estou levando é alguém que não vai querer fazer algum mal a mim. Desta forma me sinto mais tranquila", diz a motorista. 

A reportagem procurou familiares de Higson Cavalcante Ramos na sede do IML, mas até o fechamento desta reportagem nenhum parente foi localizado. Segundo colegas da vítima, a família estava à procura dos documentos para liberação do corpo e poder realizar o sepultamento.

Leia mais>> Corpo de motorista de aplicativo é encontrado em estrada do Ramal do Brasileirinho

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Repórter de A Crítica
Jornalista formada em 2014 pela Uninorte e pós-graduanda em Gestão de Redes Sociais e Marketing Digital pela Fametro, começou em A Crítica como repórter de esportes em 2016. Hoje atua na editoria de política e economia, com uma enorme paixão pelo jornalismo investigativo.

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