Terça-feira, 21 de Maio de 2019
MANIFESTAÇÃO

Motoristas de aplicativos fazem protesto contra preço da gasolina nesta segunda (21)

Concentração será às 15h na rua Belém, atrás do Cemitério São João Batista. Reunião entre órgãos, comissões de defesa do consumidor e entidades deve ocorrer hoje



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Foto: Antônio Lima
21/01/2019 às 08:15

Motoristas de aplicativos de transporte urbano que atuam em Manaus realizarão uma manifestação na tarde desta segunda-feira (21) contra o aumento da gasolina nos postos de combustíveis da capital. A concentração será às 15h na rua Belém, atrás do Cemitério São João Batista, no bairro Nossa Senhora das Graças, Zona Centro-Sul. Em seguida, o grupo seguirá em carreata em direção ao Posto 700, na avenida Djalma Batista, também na Zona Centro-Sul.

De acordo com o motorista Pablo Porto, a mobilização quer chamar a atenção dos órgãos que fiscalizam os postos de combustíveis em relação ao preço abusivo da gasolina. “Em dezembro, a cada duas semanas tinha redução no preço da gasolina. Mas agora, em janeiro, em poucos dias o preço do litro aumentou mais de R$ 1, passou de R$ 3,39 e 3,40 para R$ 4,49, sendo que não houve aumento nas refinarias. Isso é um absurdo”, comentou.

Pablo salientou que com a gasolina mais cara fica difícil trabalhar, por isso espera que a manifestação sensibilize os órgãos e que alguma providência seja tomada. “Isso não influencia só no nosso trabalho. Também gera impactos ruins para quem precisa de veículo para se deslocar em uma eventualidade ou emergência. Quem gastava R$ 30 para abastecer pouco mais de oito litros há uma semana, agora tem que desembolsar R$ 40. Isso na tem lógica”, disse.

O elevado preço da gasolina também tem deixado a categoria dos mototaxistas e dos taxistas insatisfeita. Para o mototaxista Jander Cruz, 27, é uma afronta que os donos de postos aumentem o valor repentinamente, sem avisar. “Assim não teve nem como a gente se preparar. Ao contrário do que acontece quando ouvimos falar que a gasolina vai ficar mais cara por causa do aumento nas refinarias”, especificou.

O taxista Roberto Carlos da Silva, 45, afirmou que o aumento vem provocando prejuízos, visto que aconteceu de maneira repentina na grande maioria dos postos. “Se tivéssemos sido avisados que o preço iria subir teríamos enchido o tanque antes e amenizado um pouco o prejuízo”, frisou.

No último dia 17, em entrevista ao A CRÍTICA, o vice-presidente do Sindicato dos Combustíveis do Amazonas (Sindicombustíveis-AM), Geraldo Dantas, justificou que o aumento se deve porque muitos estabelecimentos estavam com o combustível mais barato desde novembro. O valor, segundo ele, estaria prejudicando o lucro de empresários.

“Como em toda promoção, você abre mão da margem de lucro, mas é temporário porque nenhuma empresa sobrevive assim e em determinado momento acaba. De qualquer forma, o consumidor ainda tem uma boa oportunidade se formos levar em consideração que em outubro do ano passado a gasolina estava sendo vendida a R$ 4,99”, disse na ocasião.

Ele ainda apontou que a previsão é que o combustível não chegue ao valor vendido no final de 2018. “Vai depender da Petrobras, mas acredito que os postos vendam entre R$ 4,39 e R$ 4,59”, disse ele.

Órgãos preparam medidas

Está prevista para acontecer hoje uma reunião para apresentar medidas de combate à prática de preços abusivos nos postos da capital. O encontro será entre os Programas de Proteção e Orientação do Consumidor do Estado e do Município (Procon-AM e Procon-Manaus), comissões de defesa do consumidor da Câmara Municipal de Manaus e da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Amazonas (OAB-AM), Ministério Público do Estado (MP-AM), Defensoria Pública do Estado (DPE-AM) e Agência Nacional do Petróleo (ANP).

A reunião será às 10h30, na sede do Procon-AM, na avenida André Araújo, bairro Aleixo, Zona Centro-Sul. Na ocasião, também deve ser discutidas formas mais céleres de punição para quem esteja desrespeitando o consumidor, incluindo os casos do interior do Estado. “É uma medida extraordinária que requer a união de vários órgãos de defesa do consumidor para atender o mais rápido possível a população, punindo os infratores e evitando que outros casos ocorram”, informou o gestor do Procon-AM, Jalil Fraxe.

Desde o último dia 16, o órgão visita postos de comercialização de combustíveis localizados em Manaus com o objetivo de pesquisar, fiscalizar e notificar casos de práticas abusivas de preços praticados. Até a última sexta-feira, 60 estabelecimentos do tipo haviam sido visitados. Destes, seis receberam notificação conforme o Código de Defesa do Consumidor (CDC), e devem apresentar justificativa por elevar sem justa causa o preço dos combustíveis, outros 54 estão em fase de análise das notas fiscais para que sejam tomadas as medidas cabíveis a cada caso. Os dados das ações do fim de semana serão divulgados hoje.

Entre 60 postos de combustíveis da capital visitados pelo Programa de Proteção e Orientação do Consumidor do Estado do Amazonas (Procon-AM), ao longo da última semana, os preços mais elevados da gasolina comum foram encontrados em 38 postos com o preço de R$ 4,39. Um posto comercializa a versão aditivada por R$ 4,79.


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