Terça-feira, 19 de Novembro de 2019
FIM

Motoristas de app liberam via de acesso a distribuidoras de combustíveis

Grupo de 500 motoristas estava acampado no local em protesto contra o valor dos combustíveis na capital



motoristas_8A8E2152-5E48-43B8-BB9B-9706B8DC1BF2.JPG Foto: Wal Lima
24/07/2019 às 18:33

A estrada do Marapatá, no Distrito Industrial, Zona Sul de Manaus, foi liberada na tarde de desta quarta-feira (24), após motoristas de aplicativos manterem a via de acesso às distribuidoras fechada. O grupo formado por mais de 500 motoristas, estava acampado no local desde a última segunda-feira (22), em protesto contra o valor dos combustíveis na capital.

Gleide Lima, representante Movimento do Grupo QRU, explica que a manifestação ocorreu porque os motoristas acharam que a medida poderia ser um meio de chamar a atenção da população que é a principal prejudicada com os preços “abusivos”.



Pela manhã, um grupo formado por quatro motoristas representou a categoria e solicitou apoio dos vereadores na Câmara Municipal de Manaus (CMM), juntamente com os vereadores Chico Preto (PMN) e André Luiz (PTC), presidente da Comissão de Defesa do Consumidor (Comdec), após afirmarem que vários manifestantes estavam sendo coagidos pela polícia se continuassem com a paralisação.

F. da S., que foi um dos manifestantes, declarou que policiais militares chegaram a anotar os dados das placas de veículos dos condutores que fecharam a via, com o intuito de multá-los.

“Além disso, chegaram a espirrar spray de pimenta na gente e vários policiais apareceram com cacetetes lá para nos amedrontar”, ressaltou o condutor.

Questionado sobre a declaração dos condutores, o secretário de Segurança Pública do Estado (SSP), Louismar Bonates, afirmou que não houve nenhuma tentativa de coação e que os policiais estavam no local apenas para garantir a segurança do local.

Quanto à greve, a empresa Atem que é líder na distribuição de combustíveis na região, se manifestou por meio de nota afirmando que se a manifestação continuasse por mais algumas horas, poderia estar  impossibilitando o fluxo de veículos em Manaus, devido à falta de combustíveis nos postos, “prejudicar a população e o funcionamento de postos, escolas, hospitais e outras instituições” que iriam impactar as vidas de todos moradores da capital e outros municípios do Amazonas.

“É fundamental que haja conscientização dos que estão promovendo estes protestos, e que as autoridades consigam resolver a situação o quanto antes, evitando um cenário ainda pior. A Atem, com este alerta, cumpre o seu papel de empresa preocupada com o bom andamento e funcionamento dos serviços básicos oferecidos à população, para que não haja desabastecimento, o que viria a provocar enormes prejuízos em várias esferas”, finalizou a nota.

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