Quinta-feira, 20 de Junho de 2019
'R$ 4,59 NÃO'

Motoristas fazem protesto e cobram providências da CPI dos Combustíveis

Manifestantes se mostraram indignados com o valor de R$ 4,59 da gasolina nos postas da capital. Ato ocorreu em frente à Assembleia Legislativa do AM



uber_06D6DB29-D751-426A-B1C2-891C045DD5AF.JPG Foto: Larissa Cavalcante
11/06/2019 às 09:54

Motoristas de aplicativos de transporte realizaram na manhã desta terça-feira (11), em Manaus, uma manifestação na Avenida Mário Ypiranga, em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM), no bairro Parque Dez, na Zona Centro-Sul de Manaus, contra o aumento do preço da gasolina nos postos de combustível da cidade. Cerca de 85 carros ficaram parados ao longo da avenida e nas janelas e nos vidros para-brisas foram escritos: “R$ 4,59 não”, se referindo ao valor do litro da gasolina na capital.

Segundo manifestantes, o grupo chegou a interditar uma das faixas da Avenida Mário Ypiranga desde as 7h. De acordo com um dos organizadores do ato, o motorista Adbiel Monteiro Penha afirmou que os aumentos sucessivos no preço da gasolina estão prejudicando a atividade. “Na refinaria o preço está abaixo e nos postos é praticado outro valor. Buscamos uma solução porque nós que somos Uber não estamos conseguindo nem tirar a diária do motorista, como do carro alugado e do veículo próprio”, afirmou.

Apoio e reunião

Ainda de acordo com Abdiel, a categoria busca uma resposta dos membros da CPI dos Combustíveis da ALE-AM que, desde o final de março, investiga a possível existência de cartel no postos de combustíveis em Manaus. “Na ausência de uma resposta dos membros dessa CPI vamos fazer outros protestos. Tem a CPI, mas não vemos nada de concreto”, afirmou o organizador.

Coordenador do Programa de Proteção e Orientação do Consumidor (PROCON/Manaus), Rodrigo Guedes afirmou que o protesto é extremamente positivo e que os órgãos fiscalizadores estão fazendo suas tarefas, mas a lei impõe limitações.

“Os órgãos estão fazendo a parte deles, mas com muitas limitações. A lei impõe essas limitações, os órgãos não podem agir da própria cabeça. A gente apóia porque é uma luta de todos. A partir de hoje, já que teve uma nova redução de 3% nas refinarias, não dá mais para manter esse preço. Já conversei com o prefeito e temos liberdade total de ação para agir, primeiro nas distribuidoras, porque não adianta os postos quererem reduzir se as distribuidoras não reduzirem, e posteriormente nos postos. Quem não pode pagar esse valor é o consumidor”, disse Guedes.  

Cinco representantes dos motoristas de aplicativos estão reunidos com os membros da CPI dos Combustíveis.

Coordenação

Ação foi organizada pelo grupo Parceiros da QRU formado por administradores de 48 grupos de WhatsApp e de monitoramento de motoristas, que totalizam mais de 8 mil motoristas, conforme informações divulgadas pelos manifestantes.

Os motoristas se concentraram às 6h na Rua Professor Raimundo Parente, ao lado do Clube Municipal, e aguardaram representantes da Polícia Militar, Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans), da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), e seguiram em carreata até Avenida Mário Ypiranga. O ato encerrou às 9h20 com a dispersão dos motoristas para suas atividades e rotinas de trabalho.

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