Sexta-feira, 26 de Abril de 2019
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Pouco mais de 1,6 mil veículos no Amazonas são abastecidos por GNV, de acordo com o Detran. A Cigás pretende ampliar o número de adesões por meio de uma campanha, que oferece bônus de ate R$ 1 mil
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Manaus

Motoristas de Manaus questionam as vantagens do Gás Natural Veicular (GNV)

Não explode nem prejudica o motor, é menos poluente e bem mais barato. Mesmo assim, menos de 1% da frota aderiu. Saiba os motivos


15/04/2015 às 10:12

Uma série de questionamentos rodeia os motoristas de Manaus em relação ao uso do Gás Natural Veicular (GNV). O Amazonas é o segundo maior Estado do Brasil em produção de gás natural, com uma produção média de 13.441 milhões de m³/dia. Mesmo assim, a ideia ainda não chegou com força aos proprietários de veículos.

Para incentivar a frota de automóveis com mais de 560 mil veículos, a Companhia de Gás do Amazonas (Cigás) lançou a campanha “GNV fazendo mais por você”, em que financia parte da conversão do veículo, com bônus de até R$ 1 mil. Cinco postos na cidade já fornecem o GNV que custa, em média, R$ 2,30. A falta de informação aliada à falta de interesse, em muitos casos, faz com que o consumidor se distancie da possibilidade de adaptar o veículo para gás natural.

Até fevereiro deste ano, segundo o Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM), 1.649 veículos estavam sendo abastecidos com o gás natural, bem menos de 1% da frota do Estado, que passa de 600 mil veículos.

Falso ou verdadeiro?

O gerente de operações da companhia, Flávio Fernandes, explica que um dos maiores “mitos” que fazem com que o motorista descarte a ideia da conversão é a possibilidade de explosão do cilindro. Segundo ele, desde que o GNV começou a ser distribuído, nenhum acidente com os cilindros foi registrado. “Muito se fala em explosões, vazamento. Mas nunca registramos nenhum acidente”, lembra.

Para ele, é importante ressaltar que a ausência de problemas só é garantida com a instalação correta, feita por pessoas autorizadas e com a manutenção em dia. “Se uma pessoa decide instalar o cilindro clandestinamente, ela não pode esperar garantia de que não haverá problemas. Os procedimentos podem ter sido feitos por pessoas sem preparo”.

A perda de potência do carro muitas vezes também é apontada como obstáculo. Fernandes explica que a perda existe, mas não é suficiente para ser um problema. “A queda chega a ser de 6 a 10%. Não é muito diferente de um ar-condicionado ligado, por exemplo”.

Benefícios

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Entre as vantagens destacadas por Fernandes estão a conservação do motor, que significa menos problemas mecânicos e menos despesas. “Não há carbonização. Por ser um gás, tem uma queima perfeita, o que ajuda em muito a vida útil do motor”, lembra.

Além disso, o GNV tem índices de poluente muito baixos. A redução dos custos com o abastecimento, que pode ser de até 50%, é o principal atrativo aos motoristas.

O comerciante Pablo Renan Silva, 36, se diz motivado para fazer a mudança, principalmente por conta do preço do litro da gasolina. “Estou estudando as possibilidades. Tenho medo por conta do que as pessoas falam, mas já estou me informando e pretendo aproveitar a oportunidade”, disse Pablo.

Mas o preço para a instalação ainda é um dos fatores que contam negativamente para a adequação dos veículos ao GNV. O empresário Douglas Monteiro, 23, é um dos interessados que pensa em não se adaptar por conta do custo do procedimento. “É muito caro ainda. Em outras cidades do País não sai tão caro assim. Ainda acredito que é mais vantagem utilizar o GNV, mas fico preocupado com os custos de manutenção, etc”.

Para Douglas, também é uma opção fazer a mudança nos carros da empresa. “Se fizer em mais de um carro, fica ainda mais caro a instalação. Mas estou pensando sobre o assunto”, ressaltou.

Nas cinco oficinas credenciadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), a conversão custa, em média, R$ 4.500. Para ter ainda mais facilidades de pagamento, o motorista tem opções de linha de crédito junto à Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam) ou pelo Banco Bradesco.

Campanha

Os interessados podem ir a uma oficina credenciada pelo Inmetro ou comprar o carro convertido de fábrica, em seguida levar o veículo convertido ao Detran para vistoria, pagamento de taxas e alteração do documento, a fim de obter as alterações no laudo de inspeção veicular do automóvel adaptado e o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV). De posse da documentação, o usuário deve entrar em contato com a Cigás, pelo telefone 0800-723-3202, para agendar a entrega de documentos, que são RG, CPF (originais e cópias), nota fiscal da conversão, laudo de inspeção e CRLV (originais e cópias autenticadas). BônusValidada toda a documentação, o condutor recebe o cheque de R$ 1 mil para custear a conversão do veículo. O bônus só será concedido aos motoristas que converterem o veículo no período da campanha.

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