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Motoristas e pedestres trafegam sem autorização na avenida das Flores, ainda em obras

As máquinas que trabalham nas obras ao longo da estrada não intimidam as pessoas, que sabem do risco que correm e, mesmo assim, insistem em transitar pelo local 08/10/2014 às 11:36
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A passagem de pessoas e veículos no local não é autorizada
Perla soares ---

Os moradores de bairros próximos ao canteiro de obras da avenida das Flores dividem espaço com máquinas pesadas, tratores, caminhões e muito barro para cortar caminho e evitar o trânsito, mesmo sabendo que a via não foi concluída e a passagem de pessoas e veículos no local não é autorizada.

As máquinas que trabalham nas obras ao longo da estrada não intimidam as pessoas, que sabem do risco que correm e, mesmo assim, insistem em “cortar caminho” por entre as máquinas e veículos, que circulam em alta velocidade e sem qualquer fiscalização.

Umas das pessoas que adotou o caminho foi a dona de casa Silvana Quaresma dos Santos, 43. Moradora do conjunto Cidadão 5, por onde a via irá passar, Silvana afirma não se incomodar como perigo, pois a necessidade de ir ao supermercado é maior que o medo. “Venho andando de perto da barreira, é só tomar cuidado, ir se desviando dos carros e tratores. Se eu fosse dar a volta, não chegaria hoje ao meu destino”, disse.

E, na casa de Silvana, o hábito já foi “disseminado”. É que os quatro filhos dela, depois que passaram a usar o caminho, não usam mais ônibus e estão economizando no transporte. “Meus filhos estudam em uma escola no Nova Cidade e a gente mora no Santa Etelvina, ou seja, do outro lado. Vindo de ônibus é mais demorado, mas com esse caminho aqui, economiza na passagem e no tempo, e tempo é dinheiro”.

Medo

Para a diarista Graciele Arcanjo Raj Tobias, 43, que também usa o novo acesso para levar os filhos à escola, os atropelamentos e acidentes não são o único perigo de quem se aventura pela avenida inacabada. Assaltos tampém preocupam, uma vez que os bandidos também usam o acesso para fugir, lembra ela. “Trago minha filha de 13 anos todos os dias e caminhamos com muito medo, mas o que posso fazer? Nem sempre tenho dinheiro para passagem e, com esse caminho, é bem mais rápido. O que gastava com transporte, guardo para o pão”, disse.

Para Vilma Alencar Modesto, 40, a única coisa que a impede de andar pela estrada no meio da obra é a chuva, que transforma tudo em barro. E, mesmo assim, há quem encare o desafio. “Quando chove não tem sandália que aguente: encalha mesmo”, afirmou.

O encarregado da obra, Sandro Coelho, disse que não adianta tentar impedir a entrada de veículos ou pedestres. “Não tem como evitar, existem bairros por todos os lados e alguns moradores são perigosos. A gente fecha uma saída, logo surge outra”, explicou.

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