Quinta-feira, 18 de Julho de 2019
Manaus

Motoristas ignoram ‘corujinhas’ e aceleram em trânsito de Manaus

A CRÍTICA acompanhou o fluxo na avenida das Torres , durante a manhã desta sexta-feira (10), e flagrou inúmeras cenas de excesso de velocidade



1.gif Corujinha, instalado na altura da Colônia Japonesa, inibe a velocidade e os carros e facilita o uso da faixa de pedestres
11/05/2013 às 10:40

O limite de velocidade na avenida Governador José Lindoso (avenida das Torres), estabelecido em 60 km/h continua sendo desobedecido mesmo com a instalação de dois novos radares. Os equipamentos estão em funcionamento há 11 dias, porém alguns condutores chegam a atingir mais de 120 km/h, ou seja 60km/h acima do permitido, nos trechos sem fiscalização e só reduzem pouco antes dos radares. Quando passam dos controladores, voltam a atingir velocidades incompatíveis com o limite previsto intensificando o perigo de acidentes.

A CRÍTICA acompanhou o fluxo na via, durante a manhã desta sexta-feira (10), e flagrou inúmeras cenas de excesso de velocidade.

A via possuiu dois outros radares desde junho de 2012. Eles estão localizados próximos às ruas Tókio e Fukushima, na Colônia Japonesa. Ambos foram instalados para inibir o excesso de velocidade e os rachas, como são chamadas as corridas ilegais de carros que aconteciam desde que a avenida foi inaugurada. Os novos radares foram instalados no último dia 1º, nos dois sentidos da avenida (bairro-centro e centro bairro), em frente ao condomínio Parque 10.

Foram os próprios moradores e pedestres que passam pela área que pediram a instalação dos equipamentos. A solicitação foi feita a Prefeitura de Manaus. O Manaustrans fez os estudos e constatou que a necessidade dos radares e de faixas de pedestres.

Alguns condutores reclamaram da distância entre os novos radares e os que existiam na via. Eles defendem que o trecho entre os equipamentos é curto, o que dispensaria a necessidade do segundo radar. No entanto, a opinião de pedestres e moradores da área é oposta.

Para o técnico em refrigeração, Adolpho Souza, 42, por exemplo, a distância entre os radares está adequada para via e ajudou a reduzir acidentes. “Todo o dia passo por aqui e digo que se não tivesse esses radares ninguém consegueria atravessar na faixa de pedestres. Até semana retrasada, era dureza atravessar para pegar o ônibus porque os motoristas passam em alta velocidade. Agora está muito melhor porque os carros, pelo menos diminuem com o radar antes da faixa e não vi mais acidentes”, disse.

Para o pedreiro Francisco Soares, 38, os radares foram instalados nos locais que representavam os maiores problemas na avenida. Ele trabalha num edifício próximo e conta sugere que outros radares sejam instalados na via. “Nós que trabalhamos na construção civil, todo os dias sofríamos para atravessar a avenida. Os motoristas pensam que a avenida das Torres é pista de Fórmula 1. Esses radares ajudaram muito e ainda falta colocar mais porque se não colocar vão continuar dirigindo que nem loucos”, destacou.

Alertas não são mais necessários

O trecho onde foram instalados os dois novos radares não possui placas alertando sobre a fiscalização eletrônica antes dos equipamentos, embora existam inúmeras placas indicando os limites de 40 e 60 km/h em outros pontos do início ao fim da avenida. A medida pode surpreender quem excede a velocidade e não vê os radares, mas é legal e obedece a resolução 396 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

A resolução passou a vigorar em todo o país no dia 22 de dezembro de 2011 e deixa claro que os controladores de velocidade não precisam ter placas de alerta indicando a instalação do dispositivo ou display informando a velocidade desenvolvida.

Desde o ano passado os novos controladores, em Manaus, passaram a dispensar os displayers eletrônicos que mostram a velocidade do veículo.

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