Quinta-feira, 25 de Abril de 2019
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A cratera que toma parte da avenida Buriti vinha provocando acidentes
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Manaus

Motoristas improvisam 'alerta' contra buracos na avenida Buriti

A sucessão de acidentes em um trecho da avenida Buriti levou pessoas a colocarem tubulações de esgoto para indicar o perigo


11/04/2015 às 11:11

Há mais de duas semanas, três cilindros de concreto “alertam” motoristas que trafegam na avenida Buriti, bairro Distrito Industrial 1, Zona Sul. No local, os veículos desviam perigosamente das estruturas porque um enorme buraco se formou no meio da via. A cratera é apenas uma das centenas – ou milhares - que deveriam ser fechadas após um convênio feito entre a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra) e a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) em 2012. Somando os valores a serem investidos pelos dois órgãos, mais de R$ 48 milhões deixaram de ser repassados.

O perigo é constante na avenida. Ônibus coletivos, motocicletas, “amarelinhos”, caminhões, carretas e veículos de passeio cruzam a centímetros de distância dos “cones de concreto” que alertam para o buraco. “É perigoso, sim. Tem carro que passa em alta velocidade por aqui. Não vai demorar para acontecer um acidente grave por causa disso e só depois vão fazer alguma coisa”, afirma o industriário Rellyson Souza, 21, que caminha todos os dias pelo local, até um ponto de ônibus nas proximidades.

O auxiliar de serviços gerais Walter Correia trabalha em uma fábrica que fica próxima à área danificada. Segundo ele, o buraco existe há meses, porém ele não soube informar quem foi o responsável pela “implantação” da tubulação de concreto na via. Ele ainda afirma que o motivo da sinalização improvisada seria a sucessão de acidentes no local. “Uma vez uma mulher caiu aí quando estava chovendo e se machucou. Quando tem água não dá pra ver, mas é um pouco fundo. Antes tinha só um, mas depois que um caminhão bateu, resolveram colocar três para proteger”, contou.

Buracos por toda parte

A cratera de 30 centímetros de profundidade na avenida Buriti se destaca justamente por ter como proteção os três cilindros de concreto, entretanto, chega a ser comum para motoristas que trafegam pelas ruas do Distrito Industrial não conseguirem desviar de outras tantas por receito de provocar acidentes.

Na “Bola da Samsung”, que liga as avenidas Buriti, Autaz Mirim e Puraquequara, um menor, porém perigoso buraco traz uma dor de cabeça diária para a auxiliar administrativa Fernanda Gonçalves, 31. “Moro no Armando Mendes e preciso passar por aqui todos os dias. Esse buraco é complicado, e no horário de 17h ou 18h não dá pra fugir dele”, relatou Fernanda.

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Para o empresário Adalberto Albuquerque, 40, a área do Distrito Industrial é totalmente tomada pelos buracos. Outro ponto levantado por ele sobre o problema diz respeito justamente à imprudência de alguns motoristas. “As pessoas se aproveitam disso para passar por cima das calçadas e dos canteiros. Aqui dá pra andar por qualquer canto. Isso vai deixando pior uma coisa que já estava péssima”, avaliou.

Convênio

Em 28 de dezembro de 2012, a Suframa e a Seinfra assinaram um convênio no valor total de R$ 104,5 milhões para a reestruturação de 58 quilômetros de vias no Distrito 1, assim como a implantação de três ruas (Aninga, Tento e Miri Miri) no Distrito 2. Ao todo, somando os valores informados pelos órgãos, faltam serem repassados R$ 48,5 milhões. Na época, o então superintendente da Suframa, Thomaz Nogueira, chegou a afirmar que a obra duraria dois anos para ser concluída. “É uma obra estruturante, com previsão de dois anos e que tem, como principais consequências, o aumento da oferta de áreas para novas empresas interessadas em se instalar na Zona Franca”, disse na ocasião.

Desordem e suspensão de repasses

De acordo com a Seinfra, por parte do Governo do Estado foram investidos R$ 7 milhões dos R$ 10,5 milhões firmados em convênio há três anos, sendo que 15 ruas foram recuperadas das 36 previstas no início do projeto. O órgão ainda informou que o projeto inicial passa por revisão.

Por conta dessas alterações, a Suframa, por meio de nota, informou que suspendeu o repasse de R$ 45,5 milhões dos R$ 94 milhões da União. “O valor foi repassado parceladamente nos anos de 2012, 2013 e 2014, no entanto, por divergências entre a execução das obras e o projeto apresentado, a Suframa suspendeu o repasse do restante da verba, enquanto a Seinfra trabalha em uma readequação do projeto. Finalizada a readequação, será elaborado um novo cronograma junto à Seinfra para a execução e finalização das obras”, declarou o órgão por meio de assessoria de imprensa. 

Nenhum dos órgãos forneceu possível previsão para a readequação do projeto e início de novas obras.

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