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Manaus
TRÂNSITO

Motoristas reclamam da falta de sinalização e dos quebra-molas irregulares em Manaus

Sem sinalização e muitas vezes criadas “por conta próprias”, eles estão espalhados em todos os bairros e causando problemas para os veículos 11/02/2017 às 10:17 - Atualizado em 11/02/2017 às 14:26
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(Foto: Winnetou Almeida)
Isabelle Valois Manaus (AM)

Os “quebras-molas” espalhados por toda a cidade trazem prejuízos para os motoristas. Sem sinalização e muitas vezes criadas “por conta próprias”, eles estão espalhados em todos os bairros e causando problemas para os veículos.

Recentemente, o taxista Robson Pinheiro Reis, 34, teve que gastar dinheiro comprando mais de um pneu extra (step), após estourar dois pneus ao passar por uma lombada fora dos padrões. Ele contou que tinha ido deixar uma cliente no Parque Dez de Novembro, Zona Centro Sul, quando passou pela rua A do bairro e sentiu como se tivesse batido.

“O impacto foi tão grande que na hora pensei que tivesse atropelado alguém. Me desesperei, pedi desculpas à passageira, saí do carro para verificar e foi então que vi o quebra-mola”, relatou o taxista. Após seguir viagem, Robson percebeu que um dos pneus da parte de frente do carro estava fazendo um barulho estranho. “Quando percebi, o pneu havia furado, ainda bem que estava próximo ao ponto final”, comentou.

Depois de terminar a corrida e trocar o step, Robson descobriu que um outro pneu também havia furado. “Acabei tendo prejuízo, pois tive que utilizar o único step e ainda procurar por uma borracharia. Acabou que a corrida meu deu mais prejuízo do que lucro”, disse.

A autônoma Rosalina Siqueira, 38, contou teve o mesmo problema quando passou pela avenida Tefé, na Cachoeirinha, próximo ao Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans).

Ela contou que teve bastante cuidado para passar na primeira lombada, que era sinalizada, mas foi surpreendida ao passar por outra. “Não tinha visto o segundo quebra-mola. Até fiquei me questionando se não havia prestado atenção nas placas de sinalização, mas percebi que o segundo não havia nenhuma sinalização”, afirmou.

“Por conta própria”

Na rua 1, do conjunto Jardim Nova Friburgo, bairro Parque Dez de Novembro, Zona Centro-Sul, uma moradora que preferiu não se identificar contou que há alguns anos, os moradores se reuniram e decidiram, por conta própria, construir dois quebra-molas na via, para evitar “rachas”. “A rua é estreita de mão dupla. Quando não existiam os quebra-molas era super perigoso porque essas pessoas que participam de rachas passavam aqui em alta velocidade. Por isso, construímos essas lombadas”, disse ela.

Ondulações passam por estudos

A resolução de nº 39 de 1998, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), considera que a implantação das ondulações transversais só devem acontecer após estudo de outras alternativas de engenharia de tráfego e quando estas alternativas se mostrarem ineficazes para redução de velocidade e acidentes. Existem dois tipos de ondulações transversais previstas na legislação de trânsito brasileira. Uma deve ter comprimento de 1,50 metros e altura de até 8 centímetros, e a outra pode chegar a 3,7 metros de comprimento e 10 centímetros de altura. Os quebra-molas devem estar distantes 15 metros de esquinas ou curvas e não podem ser implantados em vias utilizadas por transporte coletivo ou onde os limites de velocidade sejam superiores a 20 quilômetros por hora.

Redutor de velocidade

O Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans) informou que os quebra-molas na avenida Tefé estão sendo revitalizados. O órgão esclareceu também que redutores de velocidade só podem ser instalados após análise e autorização da pasta.

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