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Manaus
PREJUÍZO

Motoristas reclamam dos paralelepípedos da avenida Eduardo Ribeiro

Taxistas reclamam que blocos de concreto da principal avenida do Centro de Manaus estão custando caro para manutenção dos carros 10/07/2017 às 09:20
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Motoristas não se agradaram do o projeto de revitalização feito pela Prefeitura (Foto: Antônio Menezes/Arquivo AC)
acritica.com

Um ano e sete meses após a entrega da primeira fase da nova avenida Eduardo Ribeiro, localizada no Centro da cidade, taxistas alegam prejuízos de mais de R$ 3 mil reais com a manutenção dos veículos por causa do paralelepípedo instalado em diversos trechos da avenida. Além do dano financeiro, a pista se tornou protagonista e palco de acidentes diários envolvendo principalmente idosos.

No período de pouco mais de um ano, o taxista Osmar Vieira Lima, 58, gastou mais de R$ 3 mil reais com a troca da suspensão do veículo, mão de obra e alinhamento do carro. Segundo o motorista, que trabalha na ‘praça’ há quinze anos, o rombo no orçamento tem sido causado após o asfalto da ter sido substituído durante a revitalização da avenida.

“A gente trabalha praticamente para pagar a manutenção do carro. Sem ele, a gente não tem renda, mas a renda está muito prejudicada porque estou gastando muito com a manutenção depois que colocaram essa desgraça dessas pedras aí. Isso não é bom para quem anda de verdade nessa pista. Agora estou pagando é para trabalhar”, desabafou.

Indignado, o taxista mostrou à reportagem de A Crítica recibos da compra de peças para substituir a suspensão do carro e valor gasto para fazer o alinhamento do veículo. No total, Osmar desembolsou R$ 872 no início deste mês. “Veja só, eu falo mas eu mostro, comigo é assim. Eu gastei 612 com as peças, 200 com mão de obra e mais 60 de alinhamento e balanceamento agora no dia 5. Se somar tudo desde essa reforma, já gastei mais de 3 mil”, disse.

Ricardo Souza, 40, que trabalha como taxista há 20 anos, também alega prejuízos mensais em virtude da nova pista da Eduardo Ribeiro. Segundo ele, a situação está insustentável e a categoria não sabe mais a quem recorrer. “Meu carro está com a suspensão toda estourada, eu não tenho dinheiro para comprar peça e pagar pelo serviço. Meu carro é meu ganha pão, mas com essa rua desse jeito fica complicado”, disse. “O prefeito não fez essa reforma pensando no povo não. Porque ele mesmo não anda aqui. Quem se ferra é o povo”, desabafou.

A reportagem de A CRÍTICA entrou em contato com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Manaus para questionar se há ciência dos transtornos, mas até a publicação desta matéria não obteve respostas.

Idosos e cadeirantes em risco

A aposentada Rute Lima, 83, tem o hábito de passear com a família aos domingos na feira de artesanato que é realizada todos os domingos na Eduardo Ribeiro. Mas reclama da dificuldade que tem de andar com segurança. “Nossa, é muito ruim. O idoso sempre corre risco de tropeçar e cair, eu mesmo tenho que andar com mais cuidado e com o auxílio dos meus filhos”, disse.

A dona de casa Rita de Cássia, 54, também afirmou que o piso em pedras dificulta e coloca idosos em situação de risco. “Se é ruim para um jovem, imagina para um idoso. Falo porque tenho mãe idosa e sei como é sair com ela aqui”, disse.

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