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Motoristas sofrem com falta de vagas em estacionamento de PS na zona Leste de Manaus

Com capacidade estourada, pátio virou dor de cabeça para motoristas. Sem orientação de funcionários ou seguranças da unidade, usuários denunciam que os veículos permanecem estacionados por horas onde não devem 14/08/2013 às 07:28
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A CRÍTICA flagrou nesta terça (13) momento em que um caminhão com carga altamente inflamável tentava obter passagem entre os carros que foram deixados onde é proibido estacionar. Foi preciso usar o braço para liberar o trânsito
CAROLINA SILVA Manaus

Na área externa do Hospital e Pronto Socorro Dr. João Lúcio, no bairro São José, Zona Leste, vale tudo para estacionar. Por falta de vagas, alguns condutores apelam para absurdos e usuários da unidade reclamam dos transtornos.

Facilmente se percebe a grande diferença entre a quantidade de vagas no estacionamento do hospital e o número de carros no local. Por conta disso, motoristas recorrem ao “jeitinho brasileiro” para estacionar. Foi o que A CRÍTICA constatou na manhã desta terça (13) após receber denúncias de usuários da unidade de saúde.

Com todas as vagas ocupadas, condutores improvisam estacionamentos em locais proibidos. Perto da vaga de ambulâncias, na área emergencial do prédio principal do hospital, um carro, modelo Ford Ranger, foi flagrado por A CRÍTICA estacionado em local proibido, uma vez que não havia sinalização de que o espaço se tratava de uma vaga para estacionar.

O veículo não estava estacionado na vaga da ambulância, mas ficou na área de circulação das viaturas que transportam os pacientes do hospital. Sem orientação de funcionários ou seguranças da unidade, usuários denunciam que os veículos permanecem estacionados por horas onde não devem.

“Tem gente que estaciona e o carro passa a manhã ou a tarde toda parado em local inadequado”, reclamou a autônoma Elizabete Santos, 41, que há duas semanas tem ido ao hospital para visitar um familiar que está internado. “Estacionam do jeito que querem e onde querem”, também criticou a dona de casa Aldenice Marques, 32.

Também perto da área emergencial do prédio principal do hospital, três veículos - um Gol, uma Saveiro e um Corsa - foram vistos estacionados em cima da calçada por falta de vagas.

Durante a reportagem, A CRÍTICA ainda flagrou um transtorno inusitado até mesmo para os usuários que costumam observar os absurdos no estacionamento do hospital.

Dois funcionários de uma empresa que presta serviços à unidade de saúde precisaram “afastar” um carro, um Fiat Stilo, que estava estacionado em cima da calçada e numa curva, para que o caminhão da empresa pudesse fazer a manobra sem causar colisão. Os dois homens levaram pelo menos cinco minutos para conseguirem afastar o carro. Atrás, uma fileira de carros se formou.

“Se uma ambulância precisasse sair com um paciente, ficaria presa num engarrafamento dentro do estacionamento do hospital. Seria uma situação cômica, se não fosse uma situação grave que pode vir a acontecer”, reclamou o analista de sistemas Jefferson Santana, 28.

Outros veículos foram flagrados estacionados no gramado do jardim do hospital.

Motoristas nem sempre colaboram

A direção do Hospital e Pronto-Socorro Dr. João Lúcio informou, por meio de nota, que os funcionários da área de Manutenção e Transporte e os seguranças da unidade de saúde procuram orientar os motoristas sobre a correta utilização dos espaços do estacionamento, “mas que nem sempre contam com a colaboração dos condutores dos veículos”.

Também informou que “as áreas de circulação de ambulâncias são sempre monitoradas e não houve registro de retenção desses veículos de remoção de urgência e emergência, por causa de carros estacionados em local indevido” e que “por falta de área física, não é possível ampliar a área de estacionamento da unidade, mas há um projeto em elaboração.

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