Publicidade
Manaus
Mais crimes

Líder do esquema da Maus Caminhos é denunciado por tráfico e porte de arma

Além de desviar mais de R$ 110 milhões da Saúde, Mouhamad Moustafa foi preso em flagrante por esconder droga em apartamento 22/11/2016 às 08:00 - Atualizado em 22/11/2016 às 08:45
Show show show show m dico
O médico e empresário Mouhamad Moustafa é apontado como líder de um esquema que desviou milhões de verbas da Saúde do Amazonas (Foto: Reprodução)
Joana Queiroz Manaus (AM)

 A Justiça Federal encaminhou para a 4ª Vara Especializada em Combate ao uso e Tráfico de Entorpecente (Vecute) o processo que tem como réu o médico e empresário Mouhamad Moustafa, em que   ele é acusado de porte de arma de fogo e de entorpecente.

O médico foi preso em flagrante por policiais federais no mesmo dia que foi preso preventivamente pelo desvio de cerca de R$ 110 milhões do Fundo Estadual de Saúde, em setembro deste ano. Até ontem, Moustafa encontrava-se encarcerado em uma cela do Comando de Policiamento Especial (CPE).

Conforme os autos, a prisão em flagrante ocorreu no dia 26 de setembro por agentes federais que foram à casa do médico e empresário, na rua Anamã, condomínio Efigênio Salles, bairro Aleixo, Zona Centro Sul, para dar cumprimento ao mandado de prisão preventiva.

Durante a revista feita no imóvel de Mouhamed, os agentes federais encontraram 126 cigarros e mais uma porção de maconha, bem como cinco frascos contendo um líquido branco que mais tarde a perícia comprovou que tratava-se de lança perfume (cloreto de etila).

O promotor de justiça do Ministério Público Estadual (MPE), Adriano Alecrim Marinha, ofereceu denúncia contra o réu, no dia 5 de outubro pelos crimes de porte ilegal de arma e de droga. Já durante a revista feita em um veículo Toyota Hilux, placa KQK-8112, foi encontrado uma pistola calibre 380, cujo registro estava vencido. Mouhamad teve a prisão em flagrante convertida em preventiva.

Prisão é eficaz

Na denúncia oferecida contra o réu, o promotor de justiça Adriano Alecrim destaca que considerando a quantidade de droga apreendida e a forma como ela estava embalada não dá pra dizer que a mesma seria para o consumo próprio do réu e, além disso, o promotor verificou que estavam presentes os requisitos da prisão preventiva, o que justifica a decretação da segregação cautelar.

“É preciso considerar ainda a gravidade  do delito, consubstanciada na expressiva quantidade e diversidade  das drogas apreendidas”, ressaltou o promotor. De acordo com Alecrim, nesse caso a prisão é eficaz  para o combate de um crime  que tem trazido  consequências danosas à sociedade , tendo em vista que o tráfico de droga  contribui para o avanço da criminalidade.

Empresas de Mouhamad

Mouhamad foi preso em setembro deste ano e, desde lá, seguia preso em cela especial no CPE, em Manaus. Porém, no dia 11 de novembro deste ano, a juíza federal Ana Paula Serizawa Silva Podedworny, da 4ª Vara Criminal da Justiça Federal, aceitou pedido do Ministério Público do Amazonas (MP-AM) e determinou a transferência de Mouhamad para o sistema prisional comum, o que aconteceu no dia 17 de novembro.

As empresas fornecedoras de serviços de saúde para alguns hospitais do Estado, que também eram ligadas ao empresário, como a Salvare Serviços Médicos Ltda., Sociedade Integrada Médica do Amazonas Ltda. (Simea), e a Total Saúde Serviços Médicos e Enfermagem Ltda, também foram alvos da operação.

Publicidade
Publicidade