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Manaus
Transferência

Mouhamad Moustafa é levado para o Unidade Prisional do Puraquequara

Empresário é acusado de desviar cerca de R$ 110 milhões da Saúde do Amazonas 18/11/2016 às 20:45 - Atualizado em 18/11/2016 às 20:46
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O médico e empresário Mouhamad Moustafa foi preso durante a Operação Maus Caminhos. (Reprodução/Internet)
Kelly Melo Manaus (AM)

Preso  durante a operação “Maus Caminhos”, o empresário Mouhamad Mustafa, apontado como o líder  da organização criminosa que desviou pelo menos R$ 110 milhões da Saúde do Amazonas, foi transferido para a Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), na Zona Leste.

Na última quinta-feira, Mustafa deixou o Comando de Policiamento Especializado (CPE) da  Polícia Militar, no Dom Pedro, na Zona Centro-Oeste, para ser transferido para o Centro de Detenção Provisório Masculino (CDPM ), localizado no quilômetro 8 da BR-174.

No mesmo dia, o preso passou pelo processo de triagem, que antes funcionava na cadeia pública Raimundo Vidal Pessoal (hoje desativada), e, em seguida, foi encaminhado para a UPP, onde ficará a disposição da Justiça, conforme informações da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap).

A transferência do preso foi determinada no dia 11 de novembro pela juíza federal Ana Paula Serizawa Silva Podedworny, da 4ª Vara Criminal da Justiça Federal, aceitando o pedido feito pela promotora de Justiça Cley Martins, da Promotoria Especializada no Controle Externo da Atividade Policial (Proceap). Na ordem, a juíza não decidiu um presídio específico para receber Mouhamad, mas afirmou que o médico deve ficar em cela distante e separada dos outros presos ou em cela dividida somente presos especiais.

A saída do empresário do CPE  faz parte do processo de esvaziamento do quartel que vinha funcionando também como “celas especiais” para alguns presos, como o ex-prefeito de Coari, Adail Pinheiro, que deixou a unidade no mês passado. Hoje, ele cumpre pena no regime semi-aberto, no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) no mês passado.

 

Esvaziamento

Com a saída de Adail Pinheiro e Mouhamad Mustafa do CPE, as celas do comando continuam  sendo ocupadas pelo ex-prefeito de Santa Isabel do Rio Negro, Mariolino Siqueira de Oliveira, preso em maio deste ano, durante a operação “Timbó”, acusado de desviar mais de R$ 10 milhões dos cofres do município, e  o traficante  Felipe Ribeiro Batista, 27, o “Anjinho”, apontado como um dos líderes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

De acordo com o comandante da CPE, Cleitman Coelho, a expectativa é que até o fim do ano, as celas sejam desocupadas, conforme a recomendação da Proceap. “Precisamos cumprir a recomendação do órgão de Controle Externo e desativar as duas celas que temos. As instalações estão precárias  e corremos o risco de um acidente”, explicou o coronel.

 

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