Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2022
Em Manaus

Mourão afirma que é preciso 'estrangular' o caminho da madeira ilegal

Indagado sobre a conduta da política ambiental na gestão Bolsonaro, o vice-presidente disse que os problemas não aconteceram a partir da posse do presidente Jair Bolsonaro



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05/11/2020 às 21:39

Após visitar o laboratório modelo de investigação de crime ambiental da Polícia Federal (PF) em Manaus, o vice-presidente da República e presidente do Conselho Nacional da Amazônia Legal, Hamilton Mourão (PRTB) declarou nesta quinta-feira que a ação da superintendência da PF no Amazonas é para “estrangular” o comércio ilegal de madeira e a solução para sanar essa irregularidade consiste em fechar as vias de escoamento na região.

“Por onde escoa essa madeira. No Sul do Amazonas. Como? É colocado em balsas no Rio Madeira, sobe até o porto de Manaus e é colocada em contêineres para ser exportada? Temos que estrangular esse caminho. A partir do momento que cortar a madeira na região de Apuí, Lábrea e Boca do Acre e não se consegue mais vender, vai perder o seu negócio. O trabalho da Polícia Federal está dando frutos e que vai render cada vez mais e em curto espaço de tempo vamos estabelecer uma barreira definitiva para essa questão”, disse o vice-presidente em coletiva de imprensa na noite desta quinta-feira na sede do Comando Militar da Amazônia.



Na coletiva, o Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) ampliou sua atuação por meio de um novo sistema que assegura maior clareza em relação à origem da madeira, o rastreamento estabelecido a partir do corte e sua compatibilização com o plano de manejo, georreferenciamento. “Etiquetagem de cada peça que é cortada é encaminhada ao sistema DOF que faz o rastreamento do transporte até a venda e através dessas etiquetas dará maior volume de informações para que haja o combate ao ilícito e o monitoramento da destinação”, explicou.

O diretor-geral da Polícia Federal, o delegado Rolando Alexandre de Souza afirmou que nas imagens registradas pelos satélites estão sendo acrescentadas uma segunda camada de “DNA da madeira” e terá condições de identificar a origem e permitindo traçar uma estratégia em comum para melhorar a fiscalização da madeira que é extraída ilegalmente e exportada para países da Europa, Estados Unidos e Canadá.

Política ambiental

Indagado sobre a conduta da política ambiental na gestão Bolsonaro, o vice-presidente disse que os problemas não aconteceram a partir da posse do presidente Jair Bolsonaro, mas que foram se avolumando ao longo dos últimos 30 e 40 anos desencadeando o atual cenário. “A política ambiental é baseada em cinco pilares que vão tratar de proteção, preservação e desenvolvimento. Temos as operações de comando de controle repressão em cima das ilegalidades e requer sistemas de monitoramento avançado, mobilidade, integração de trabalho entre as diferentes agências para que a gente consiga se antecipar a essas questões”, disse Mourão.

Em relação ao registro de 16 mil focos de calor no Amazonas em 2020, superando o recorde anterior de 2005, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Mourão enfatizou que um conjunto de focos de calor indica uma queimada.

O vice-presidente explicou que o grupo de integração e proteção à Amazônia analisa, semanalmente, a intensidade desses focos e a sua persistência até concluir que é efetivamente uma queimada. “A partir daí são elegidos os alvos prioritários para as equipes. Só irá terminar quando conseguirmos remover efetivamente as causas e vencer essa batalha contínua. Tivemos uma seca grande na região sul da Amazônia nos últimos anos. Secas que tem se prolongado cada vez mais e que favorece a ocorrência dessa atividade. O nosso compromisso é combater incessante essa questão”.

Programação

Nesta sexta-feira encerra a viagem da comitiva internacional que desembarcou em Manaus na quarta-feira e é liderada por Mourão. A agenda do último dia será em São Gabriel da Cachoeira e inclui visitação ao pelotão de fronteira em Maturacá, formatura na 2ª Brigada de Infantaria de Selva e ida a Casa de Apoio à Saúde Indígena, em seguida retornarão a Brasília.

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Repórter de A Crítica

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