Segunda-feira, 16 de Dezembro de 2019
HOMENAGENS

Movimentação intensa e reclamações nos cemitérios de Manaus no Dia dos Finados

Familiares reclamam das más condições apresentadas nos principais cemitérios da cidade; confira a programação das missas para esta tarde



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02/11/2018 às 13:32

Uma multidão lota os cemitérios urbanos de Manaus, nesta sexta-feira (02), Dia de Finados, para lembrar os parentes e amigos que se foram. Ao todo, são esperadas mais de 500 mil pessoas nos seis cemitérios da cidade, que estão funcionando deste às 6h, com missas organizadas por diferentes paróquias de hora em hora. 

No cemitério Nossa Senhora Aparecida, no bairro Tarumã, Zona Oeste, quem vai visitar as sepulturas enfrenta congestionamento nas proximidades. Já dentro do cemitério, milhares de pessoas transitam entre os jazigos em busca do túmulo dos parentes e amigos e outras centenas comercializam de flores e vela a lanches e almoços. 



Como em ano anteriores, a grande reclamação é a falta de limpeza no local. “Todo ano a gente chega aqui e tem que limpar. É uma tristeza chegar ao cemitério e encontrar as sepulturas no meio do mato”, disse a dona de casa Suzana Pereira, 69, revelando que paga de R$ 10 a 20 para prestadores de serviços autônomos limparem ao redor do jazigo do neto, morto há três anos. 

A família do carreteiro Adriano dos Santos, 32, estava revoltada com as condições do jazigo da matriarca e reclama do abandono da administração do cemitério para com aquela área. Segundo Santos, não há limpeza e nem segurança. “Vim há um mês, deixei tudo limpo e pintado. Quando chegamos hoje estava tudo revirado. Tentaram arrancar a caixa. Não é a primeira vez. Já furtaram até a cruz. Tudo o que a gente deixa aqui levam. Isso é um absurdo”, afirmou. 

O mato predomina também na quadra onde foram enterrados os mortos na chacina do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj). A rebelião aconteceu no dia 1º de janeiro de 2017 e deixou 56 presos mortos. “Eram bandidos, tem que fazer isso mesmo (deixar sem limpeza). É o que sempre ouvimos falar. Mas as pessoas esquecem que eles também eram seres humanos”, expressou a dona de casa Raquel Veloso Marinho, 42, mãe de Linekim Marinho de Lira, 23.

Linekim foi morto, durante a chacina, justamente um ano após ser preso, de acordo com a mãe. “Não ouviu meus conselhos. Mas nem por isso eu abandonei meu filho. Venho a cada dois meses limpar a sepultura dele. O mesmo sacrifício que faço agora fazia quando ele estava preso. Mãe nunca espera esse tipo de situação, sempre quer o melhor para o filho e nunca está preparada para o pior. Mas aconteça o que acontecer, jamais abandonamos um filho”, relatou. 

Missas
Em todos os cemitérios públicos de Manaus, o Dia de Finados está sendo marcado por missas. A principal celebração acontecerá no Cemitério São João Batista, um dos mais antigos da cidade localizado na Zona Centro-Sul, com uma Missa Campal ministrada pelo arcebispo de Manaus, Dom Sérgio Castriani, às 18h.

No Cemitério Nossa Senhora Aparecida, as celebrações no período da tarde acontecerão às 14h e 16h. Cada missa é organizada por uma paróquia diferente. No Cemitério Santa Helena, no São Raimundo, Zona Oeste, as celebrações serão às 15h, 16h e 18h. Na Zona Sul, no Cemitério Santo Alberto, as missas ocorrerão às 14h e 16h. Já no Cemitério São Francisco, às 16h e 18h.


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