Quinta-feira, 18 de Abril de 2019
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Manaus

‘Movimento Fora Dilma’ quer 30 mil nas ruas de Manaus

Organizadores da passeata esperam bater a marca da primeira passeata, que reuniu 22 mil pessoas, de acordo com a Polícia Militar


10/04/2015 às 08:50

Um pedido à população para “sair da zona de conforto”. Esse é o convite do “Movimento Fora Dilma” em Manaus, que prepara, para o domingo (12), a segunda manifestação pacífica pela saída da presidente integrante do Partido dos Trabalhadores (PT) do poder. A primeira ocorreu no último dia 15 de março, na avenida Eduardo Ribeiro, Centro — mesmo local do evento deste fim de semana. A concentração será às 9h, na Praça do Congresso, com discurso e saída meia hora depois.

De acordo com a organização local, o movimento político é suprapartidário e espera bater a marca da primeira passeata, que reuniu 22 mil pessoas de acordo com a Polícia Militar. “Esperamos que estas 22 mil que compareceram apareçam e que, aqueles que estavam desanimados ou incrédulos na primeira vez, venham também”, disse um dos coordenadores do protesto na capital amazonense, Bruno Raphael Matos, 26. “A expectativa é chegar a, pelo menos, 30 mil pessoas”, completou o organizador.

Segundo o economista, uma ideia passa por três fases: rejeição, discussão e aceitação. “No evento passado, ainda estávamos na primeira etapa. Não acreditavam que as pessoas iriam para a rua. A população está começando a sair da zona de conforto. A pessoa que está indignada contra o sistema de corrupção, que está aí, vai com ou sem chuva”, declarou, ao lembrar que a primeira caminhada foi sob muita água. “Ficou até bonito de se ver: 22 mil pessoas, mesmo embaixo de chuva”, enfatizou.

Para Matos, a “gota d’água” foi o escândalo da Petrobras e determinações da petista opostas ao que foi prometido em campanha, como o aumento da gasolina e mudanças no sistema previdenciário que prejudicam os trabalhadores. “A presidente Dilma tomou várias decisões, usou o dinheiro público sem a anuência do Congresso. A Constituição Brasileira não permite que haja esse tipo de operação, é crime de lesa pátria. Sem contar que foi feito investimento externo com dinheiro brasileiro, em detrimento de investimentos internos”, esbravejou.

Assim como ocorreu no evento de março, haverá uma logística previamente definida, com agentes de trânsito e segurança, da PM, Corpo de Bombeiros e Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans). “Não terá confusão. Será algo pacífico, bem organizado”, disse Bruno Raphael Matos, ao ressaltar que a impugnação do mandato de Dilma não é a melhor opção, mas o começo de uma mudança efetiva no País. “Somos contra quem estiver envolvido nesses esquemas de corrupção. Têm que sair do poder”, concluiu.

Grupo evoca o poder da população

O primeiro da lista de objetivos do “Movimento Fora Dilma” se baseia no artigo 1° parágrafo único da Constituição Federal: “todo poder emana do povo”. Na opinião dos organizadores, o fato de o brasileiro não se interessar por política contribuiu — e ainda contribui, por meio da ausência — para um cenário onde as liberdades individuais são reprimidas e a corrupção se instala em todas as esferas do poder público. “Eu decidi me envolver com os protestos porque eu estava cansado de ver a juventude omissa”, afirmou Júlio Lins, 18.

O universitário do terceiro período de Direito da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) não quer que a geração dele seja lembrada como os “Caras Pintadas”, jovens que foram às ruas pedir o impeachment do presidente Fernando Collor de Mello, em 1992. Na época, o então presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Lindberg Farias, liderou o movimento e, hoje, é senador do PT e faz parte da lista dos investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na operação Lava Jato.

“Acredito que, aos poucos, a juventude começa a perceber que não apenas é futuro, mas o presente, e começa a tomar a iniciativa. Mas eu não quero que a nossa juventude seja marcada como foi com os ‘Caras Pintadas’, porque o Lindberg era o líder e, agora, defende esses corruptos, ao lado do Collor”, disse Lins.

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