Sábado, 20 de Julho de 2019
Comércio de fim de ano

Movimento está intenso no Centro de Manaus na véspera de Natal

Estimulado pelo desejo de dar e receber presentes, o consumidor tem ido às compras no Centro de Manaus, porém enfrenta transtornos



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21/12/2016 às 05:00

Faltando três dias para o Natal, o movimento no Centro se intensificou bastante para a compra dos presentes. Se não bastassem as calçadas tomadas por pedestres, no interior das lojas clientes formam filas nos corredores. A tendência, segundo o comerciante, Álvaro Melo, 33, funcionário de uma loja de confecções é que o movimento eleve com a proximidade do Natal.

Um dos pontos de grande movimento está avenida Eduardo Ribeiro, cujo tráfego de veículos é intenso. Mesmo com alguma medidas adotadas no trânsito, o engarrafamento é nítido, principalmente nas ruas próximas à  Eduardo Ribeiro, como a Lobo D’Almada, Saldanha Marinho e 24 de Maio. Na esquina da rua Joaquim Sarmento com a avenida Sete de Setembro, até cones foram colocado para contornar o fluxo das vias. 

A falta de estacionamento no Centro continua sendo uma das principais reclamações de quem precisa ir ao local. Neste período do ano, as dificuldades em encontrar vagas aumentam. “Sem vaga para estacionamento, tive que estacionar nessa vaga para carro forte enquanto ia a uma loja. Resultado: fui multado”, reclamou Abdias Souza, 39.

Outra situação enfrentada é a sensação de insegurança por parte dos consumidores. “Estou de olho em minha compras, não posso vacilar no meio de tanta gente”, disse Suelen Dias, 29, enquanto entrava na Bemol da avenida Eduardo Ribeiro, com várias sacolas de compras. A universitária, Janaína Corrêa, 35, disse que sempre vai ao Centro na semana que antecede o Natal, isso porque, nos dois dias que antecede a data, se torna complicado diante de tanta confusão. “As ruas ficam tomadas e as pessoas estão sujeitas a sofrer assaltos, sem contar os engarrafamentos”, disse a universitária citando outros problemas enfrentados, como a obstrução de calçadas, a maioria das vezes causadas por ambulantes, e goteiras de ar condicionados, proveniente dos prédios.

“Tem um prédio que fica na esquina da Eduardo Ribeiro com a Saldanha Marinho, que se tornou comum as goteiras dos ar condicionados, às vezes  quando passo por ali, penso que é está começando a chover. Outra questão são os ambulantes que ficam  com seus produtos nas calçadas impedindo a circulação de pedestres”, lamentou Janaína Dias.

Para contornar esses e muitas outras questões, que envolvem a infraestrutura e locomoção no Centro, e dar continuidade ao projeto de revitalização da avenida Eduardo Ribeiro, a  equipe de fiscais do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) realizou, até novembro deste ano, 3.886 análises, orientações e ações de fiscalização na via. 

As atividades intensificam e corrigem irregulares como poluição visual, obstrução de logradouro público, despejo de águas servidas, avanço de espaço aéreo com estruturas de ferro, lonas, compressores de ar condicionado na fachada e  marquises. Quanto a esta última, o Portal A Crítica constatou que a loja Marisa continua sem a marquise. Em novembro deste ano, a loja foi multada pelo Implurb devido a retirada da marquise, sem a autorização prévia do órgão. 

Fiscalização na Eduardo Ribeiro

Conforme a análise do projeto de revitalização da avenida Eduardo Ribeiro,  das atividades realizadas pelo Implurb em 122 unidades localizadas ao longo da via, hoje 104 estão totalmente adequadas ao que prevê o Plano Diretor e o Manual de Placas, o que representa 98,3% de sucesso nas orientações. Só de produção fiscal de obras, publicidade e postura foram realizadas 1.604 ações, sendo 276 notificações e 153 autos de infração.  
 

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