Quinta-feira, 12 de Dezembro de 2019
Manaus

Movimento no Centro de Manaus é abaixo do esperado por lojistas

A CRÍTICA visitou o Centro comercial da cidade na manhã deste sábado, 12, e o que constatou foram ruas vazias e a pouca quantidade de compras efetivadas



1.jpg Movimento do Centro é considerado fraco por lojistas
12/12/2015 às 12:20

O mês de dezembro já avança, mas as vendas do comércio ainda não decolaram. A estimativa dos lojistas é de que o movimento só se intensifique a partir da próxima semana. A CRÍTICA visitou o Centro comercial da cidade na manhã deste sábado, 12, e o que constatou foram ruas vazias e a pouca quantidade de compras efetivadas. A situação preocupa o segmento que aposta em promoções para minimizar possíveis prejuízos.

Locais de grande movimento nesta época do ano como a Avenida Eduardo Ribeiro e as ruas Marechal Deodoro e Henrique Martins registraram uma movimentação abaixo da média, segundo os lojistas. Cenas tradicionais do público atravessando a faixa de pedestre da Avenida Eduardo Ribeiro com as mãos cheias de sacola foram substituídas por algumas poucas pessoas andando calmamente e muito mais pesquisando do que comprando.



Na loja de confecções Blue Fashion, na Rua Marechal Deodoro, o gerente Izael Garcia, que atua no comércio há seis anos, disse que esse é o segundo ano consecutivo em que presencia um cenário como este. “Sabemos que as pessoas deixam para a última hora, mas mesmo assim no início de dezembro o normal já é ver pessoas adiantando compras. Esse ano não estamos nem repassando o preço do fornecedor. Tivemos que reduzir o valro das peças em 15% e isso não é promoção. Tem que ser assim, se não as pessoas nem entram. E mesmo assim, quem antes compra quatro peças de roupa, agora está comprando duas no máximo”, queixou-se.

Na loja de sapatos Show dos Calçados, também na Marechal Deodoro, a situação é semelhante. O gerente Paulo Henrique Costa explicou que inseriu um desconto de 10% em todos os produtos para chamar a atenção dos clientes atraí-los para dentro da loja. “Se não for assim, eles só olham pelo lado de fora. Além disso, esse ano, estamos percebendo um movimento maior de clientes indo para os shoppings. A falta de segurança e alguns episódios de assalto que ocorreram têm afastado o público”, lamentou o gerente.

A profissional da área da saúde, Josivânia Caroso, de 40 anos, disse que só está fazendo compras para os filhos e para ela porque vai viajar se não seguraria um pouco mais. “Mas estou comprando tudo no cartão e sei que preciso ter muito cuidado para não estrapolar porque do jeito que as coisas estão, não sabemos como será a situação da economia no ano que vem”, alegou.



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