Segunda-feira, 09 de Dezembro de 2019
MOBILIZAÇÃO

Movimentos indígenas do AM organizam marchas contra retirada de direitos

Desmonte da Funai também está estre pauta de mobilização, organizada em reunião na manhã deste sábado (2). Marchas estão previstas para os dias 2 e 3 de dezembro, em Manaus



show_14_C8F4A581-0C0D-4D8A-97A7-5838A8041DAC.jpg Foto: Arquivo/AC
02/11/2019 às 09:01

Nos próximos dias 2 e 3 de dezembro, movimentos indígenas do Amazonas vão realizar marchas contra a retirada de direitos das populações nativas e denunciar o desmonte de órgãos como a Fundação Nacional do Índio (Funai) pelo governo federal. Capitaneadas pelo Fórum de Educação Escolar e Saúde Indígena do Amazonas (FOREEIA) e pela Coordenação dos Povos Indígenas de Manaus e Entorno (COPIME), as mobilizações serão organizadas em reunião marcada para sábado (2), a partir das 9h, no Sindicato dos Jornalistas do Amazonas (SJPAM), Zona Sul de Manaus.

No primeiro dia, a concentração será na Chácara Kairós, próxima ao Aeroclube, na Zona Centro-Sul. Dali, os manifestantes seguem para a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), onde as lideranças vão protocolar uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a retirada de R$ 65 milhões do orçamento estadual para os povos indígenas do estado. A medida foi aprovada pela maioria dos parlamentares da Casa em votação realizada este ano.



“Trata-se de uma luta de oito anos, conquistada por Emenda Constitucional do deputado José Ricardo (PT)”, explica Yura Marubo, presidente interino da FOREEIA. “Por uma manobra do governo, o valor foi redirecionado para outras finalidades. Isso representa 0,5% da receita líquida do estado, que pode variar para R$ 100 milhões, dependendo do orçamento”, acrescenta.

Estão previstas também manifestações na Secretaria de Estado de Educação e Qualidade de Ensino (Seduc) e na Casa Civil do Governo do Amazonas. “Exigimos a criação de uma secretaria adjunta para tratar da educação indígena, com formação e contratação de professores, além de construção de escolas. A gerência da Seduc não suporta nossas demandas”, critica Marubo. Durante a mobilização, os movimentos vão apresentar uma Carta de Princípios dos Povos Indígenas do Estado, que visa disciplinar a organização de lideranças contra oportunistas.

Marubo avalia que trata-se de um movimento estratégico para incentivar o levante de outras organizações em todo o país.  “O Amazonas é o propulsor dos movimentos indígenas no Brasil”, analisa. “Nossos pares ainda estão usando o diálogo contra o sucateamento da Funai, a diminuição e a exoneração de quadros importantes, o amordaçamento do Ibama e o silêncio do ICMBio”, finaliza.

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Repórter de Cidades
Formado em Comunicação Social/Jornalismo pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Além de A Crítica, já atuou em uma variedade de assessorias de imprensa e jornais, com ênfase na cobertura de Cidades e Cultura.

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