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Movimentos organizam manifestações para esta quarta-feira (26), em Manaus

Mais de 7 mil pessoas confirmaram presença no protesto que luta contra a corrupção e pela melhoria dos serviços públicos na cidade 26/06/2013 às 09:48
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Melhorias nas áreas da educação e da saúde no Estado voltam a ser pedidas nas ruas da cidade, a exemplo do que ocorreu na grande passeata de quinta-feira
Rosiene Carvalho ---

As ruas do Centro e Zona Centro-Sul de Manaus serão tomada nesta quarta-feira (26) por mais uma manifestação contra a corrupção e pela melhoria dos serviços públicos na cidade. Dessa vez, o protesto é liderado por um grupo de advogados, médicos e estudantes que criou um evento no Facebook com o título “Movimento Independente - Manaus na Mudança do Brasil”. Até o fechamento desta matéria, o número de pessoas que confirmaram presença no ato era de 7.791.

O protesto, de acordo com um dos líderes do movimento, o advogado Fábio Amorim, sairá em caminhada do Largo do São Sebastião, no Centro, às 17h30. Passará pela rua 10 de julho, avenidas Getúlio Vargas e Djalma Batista, entrará no Conjunto Eldorado e terminará em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM).

O grupo foi formado logo após o ato da quinta-feira que reuniu cerca de 100 mil pessoas com as mais diversas reivindicações. A mobilização ocorreu após a criação de um evento no Facebook pelo Movimento Passe Livre de Manaus (MPL), que reivindica melhorias no transporte público e redução no valor da tarifa na cidade.

Segundo Amorim, o ato desta quarta tem seis pautas principais: a melhoria do transporte público; a não aprovação dos Projetos de Emendas Constitucional (PECs) 33 e 37 (a PEC 37 foi derrubada na noite desta terça-feira (25) por 430 votos na Câmara Federal sob pressão popular); a prisão dos condenados no caso mensalão; a melhoria do salário dos professores do Amazonas; respostas aos casos de corrupção no Amazonas; e a melhoria efetiva da Saúde em Manaus e no interior do Estado.

De acordo com Fábio Amorim, a comissão que organiza o evento conta com cerca de 45 advogados. Ele afirmou que na oficina de confecção de cartazes, que ocorreu no domingo passado na Ponta Negra, outras 30 pessoas se juntaram ao grupo na organização do movimento. Fábio disse que os membros da comissão têm as mais diversas profissões e empregos e que não levarão questões partidárias e pessoais para o ato.

“Também entramos em contato com a Polícia Militar e queremos que o nosso ato seja pacífico. Ao final, iremos colocar nossos cartazes na grade da Assembleia”, declarou Amorim.

Grupos avaliam formar aliança

As lideranças do movimento estudantil do Amazonas e do Movimento Passe Livre de Manaus (MPL) inciaram conversa, nesta terça-feira, para avaliar a união dos dois grupos nos protestos e mobilizações pela redução da tarifa na cidade.

 

De acordo com o universitário Sandro Marandueira, a adesão do MPL ao ato de acampar em frente ao Palácio Rio Branco, articulado pelo Movimento Estudantil, dependerá da resposta que o prefeito Artur Neto dará às reivindicações entregues ao secretário de Governo, Humberto Michiles (PR), na segunda-feira. A decisão não agradou a todos no MPL. Um dos antigos líderes, Getúlio Cordeiro, pediu para sair do movimento.

Yann Evanovick avalia que se os grupos se unirem a chance de reduzir a tarifa aumenta.

ALE-AM no foco dos protestos

De acordo com o advogado Fábio Amorim, um dos líderes do Movimento Independente - Manaus na Mudança do Brasil, o ato desta quarta-feira que irá até a Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM) é simbólico já que parte da reivindicação não é de responsabilidade do poder legislativo local. Mas a ALE-AM não vai escapar do foco do protest, informou Amorim.

“Vamos protocolizar as nossas reivindicações na ALE-AM. Fomos informados que o presidente (deputado Josué Neto-PSD) não poderá nos atender porque já tinha outro compromisso marcado”, disse.

Um dos membros do Instituto Amazônia de Cidadania (Iaci), Luiz Odilo, disse nesta terça-feira que a entidade apoia e participará do ato desta quarta-feira.

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