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Manaus
ato pacífico

Movimentos sociais retomam protestos em Manaus pela saída de Michel Temer

Manifestação ocorreu na tarde desta terça-feira (12) no Largo São Sebastião. Diversos movimentos marcaram presença, que faz alusão aos dois meses de afastamento de Dilma Rousseff da Presidência 12/07/2016 às 19:11
Oswaldo Neto Manaus (AM)

Mais de 200 integrantes de diversos movimentos realizaram um protesto na tarde desta terça-feira (12) no Largo São Sebastião, Centro. Os manifestantes defendem a saída do presidente interino Michel Temer (PMDB) e o retorno da presidente afastada Dilma Rousseff (PT) ao poder. O ato foi pacífico e não registrou ocorrências.

O protesto faz referência aos dois meses de afastamento de Dilma do governo, aprovado no Senado Federal no dia 12 de maio. O afastamento teve 55 votos a favor e 22 contra. Desde lá, Michel Temer tem ocupado o cargo de presidente.

No Largo São Sebatião, mais de 20 movimentos estudantis, LGBT, sociais, de moradia, sindicatos e partidos de esquerda defenderam a saída de Temer do Governo. A mobilização, que iniciou por volta das 15h, contou com um carro de som, onde lideranças expuseram críticas a Michel Temer e argumentos de defesa a Dilma.

“Nós lutamos pela democracia e estamos contra o golpe. Acreditamos que o que está ocorrendo neste País é um golpe de estado, não militar, mas jurídico, e não acreditamos e validamos o governo de Temer”, declarou a coordenadora do Comitê Unificado Pela Democracia do Amazonas, Eglê Wanzeler.

Segundo ela, o comitê foi o responsável pela mobilização desta terça, o qual integrou todos os outros movimentos contrários ao governo Temer. “O que nós temos em comum é que todos vieram pra cá lutando contra o golpe. Esse movimento reúne várias entidades que desejam algo em comum”, explicou ela.

A Polícia Militar acompanhou a manifestação e não registrou ocorrências.

Plebiscito

Em entrevistas recentes, Dilma Rousseff tem avançado no debate sobre a realização de um plebiscito para novas eleições presidenciais caso seja reempossada. Para a EBC, Dilma afirmou no dia 9 de junho que "será necessário consultar a população para remontar um 'pacto' que vinha desde a Constituição de 1988 e foi rompido com o processo de impeachment".

Para Wanzeler, a proposta gera opiniões contrárias. “Eu não posso opinar por todos os movimentos. Há aqueles que são a favor do plebiscito. Há aqueles que são contra e querem o retorno da presidenta, que é o meu caso. Achamos que o plebiscito também é uma forma de golpear a democracia, no entanto, o movimento é formado por uma série de entidades que pensam de uma forma diferente”, disse ela.

Para o presidente do Comitê das Humanidades da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Maick Soares, a realização de um plebiscito é necessária. “Se diversos movimentos surgem e defendem a opinião do povo, é preciso saber de fato o que essa maioria da população pensa. Um plebiscito dá oportunidade consultar o povo e saber qual o opinião dele”.

Fotos: Oswaldo Neto

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