Quinta-feira, 25 de Abril de 2019
publicidade
pm_dois_4D522B2B-2018-408E-ABD6-820793A9079D.JPG
publicidade
publicidade

CRIME

Tenente da PM acusado de matar colegas de farda em Manaus é denunciado à Justiça

A denúncia foi feita pelo Ministério Público. O policial Joselito Pessoa é acusado matar as duas vítimas e tentar matar um major e um borracheiro durante bebedeira, em janeiro deste ano


13/03/2019 às 11:03

O Ministério Público do Amazonas ofereceu denúncia contra o tenente da Polícia Militar Joselito Pessoa Anselmo, acusado de matar os dois colegas de farda Edizandro Santos Louzada e Grasiano Monteiro Negreiros e de tentar matar o borracheiro Robson Almeida Rodrigues e o major Lurdenilson Lima de Paula. O crime aconteceu na madrugada do dia 5 de janeiro deste ano na rua Monte Horebe, bairro Colônia Santo Antônio, Zona Norte.

A denúncia foi feita pelo promotor de justiça que atua na 3ª Vara do Tribunal do Júri, Rogério Marques. Conforme o Marques, o acusado fez uso de traição para o cometimento dos homicídios consumados e tentados, pois as vítimas eram seus conhecidos, estavam todos em paz dentro do veículo e nenhuma das vítimas podia esperar ser covardemente alvejada pelo denunciado naquele momento.

Pela morte de Edizandro e Grasiano, o tenente Joselito foi denunciado pelo crime homicídio consumado qualificado pela traição conforme o artigo 121, § 2º, e o IV, do Código Penal Brasileiro (CPB). Em relação à vítima Lurdenilson e Robson, Joselito foi denunciado pelo crime de homicídio tentado qualificado pela traição com base nos mesmos artigos.

De acordo com a denúncia, no dia do crime o acusado e as vítimas estavam em uma viatura descaracterizada da Polícia Militar. Todos tinham acabado de sair de uma casa noturna após farra que teria começado em delegacia.  Edizandro conduzia o veículo quando, sem motivo aparente, o denunciado, que estava no assento do meio do banco traseiro, sacou uma arma de fogo e passou a efetuar disparos em direção de cada ocupante do veículo, enquanto gritava dizendo que iria matá-los. 

O primeiro alvejado foi Edizandro que recebeu um tiro na região da nuca e morreu na hora. Lurdenilson, que estava no assento direito dianteiro, levou um tiro nas costas, atingindo a coluna cervical. Grasiano, que estava no banco traseiro atrás de Lurdenilson foi alvejado no pescoço e morreu em seguida. Robson, que estava no banco traseiro atrás do motorista, sofreu um tiro no ombro esquerdo enquanto tentava se defender do denunciado, ocasião em que também sofreu outros ferimentos.

publicidade

Durante a luta, Robson conseguiu desarmar o denunciado e saiu correndo do local para buscar socorro para as vítimas, enquanto Joselito permaneceu no local e depois foi preso e levado para o 6º Distrito Integrado de Polícia no bairro Cidade Nova, onde ao ser interrogado negou ter atirado nos colegas, mas confirma que fez disparos para atingir e para se defender de pessoas de outro veículo que, segundo ele, estaria emparelhando com a viatura.

Promotor se baseou em provas

O promotor de Justiça Rogério Marques disse ontem que a denúncia contra Joselito foi elaborada com base em testemunhos das vítimas que sobreviveram e de terceiros. “Nós entendemos que o que ele (Joselito) falou e o que as vítimas e testemunhas disseram foi suficiente para a denúncia”, disse Marques.

A defesa do tenente Joselito, advogados Mário Vitor e Mouzar Bessa, disseram que vão aguardar o prazo de dez dias e quando o juiz abrir vistas, eles irão apresentar a defesa prévia do réu. Eles deverão explorar as diversas falhas, que de acordo com eles existem no inquérito, e pedir a liberação do cliente que está preso desde o dia do crime. Até ontem, o major Lurdenilson ainda não havia sido ouvido oficialmente pela polícia. O mesmo encontrava-se internado no Hospital Adventista e a direção do hospital não autorizou o interrogatório.

Bebedeira teria iniciado na Cicom

De acordo com o depoimento do borracheiro Robson na noite do crime os envolvidos beberam mais de 37 litros de cerveja antes da tragédia. A bebedeira começou no final da tarde de sexta-feira, nas dependências da 18ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), no bairro Novo Israel, na Zona Norte.

publicidade
publicidade
Homem prova inocência mais de dois anos após ser preso por homicídio
Médico acusado de estuprar pacientes fica calado durante interrogatório
publicidade
publicidade
publicidade
publicidade

publicidade
publicidade

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.