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Manaus
BRECHÓ IMPRÓPRIO

Ministério Público e polícia investigam sex shop em quadra de escola

Promotora, delegada e conselheiro tutelar prometem visitar hoje escola onde ocorreu brechó com venda de produtos eróticos 29/08/2016 às 09:14 - Atualizado em 29/08/2016 às 09:28
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Alunas exibem produtos de stand de sex shop montado na quadra da Castelo Branco (divulgação)
Isabelle Valois Manaus (AM)

A 28ª Promotoria de Justiça da Infância e Juventude do Ministério Público do Amazonas (MP-AM) notificará, hoje, a direção da Escola Estadual Presidente Castelo Branco, no São Jorge, Zona Oeste, para prestar esclarecimentos sobre a venda de artigos de sex shop em um brechó realizado na escola, noticiada em primeira mão pelo Portal A Crítica na última sexta-feira. 

O conselheiro tutelar coordenador da Zona Oeste, Nilson Matos, disse que hoje a tarde deve realizar uma visita à direção da escola para saber detalhes do ocorrido. A titular da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), Juliana Tuma, informou que irá acompanhar o conselheiro. Após ouvir a direção, eles devem tomar os procedimentos cabíveis sobre o caso.

Caça às bruxas

Após a divulgação de que houve venda de artigos sexuais no brechó, professores da escola dizem estar sofrendo pressão para apontar quem foi o responsável pelo “vazamento” à imprensa. Segundo relatos colhidos por A CRÍTICA, a direção e a própria secretaria desconfiam que foi um professor que divulgou as informações e fotos à imprensa e querem que  o mesmo se explique.

“A diretora tem comunicado que irá chamar cada uma das alunas que foram ao brechó, na banca do sex shop, para saber como foi divulgado aquelas imagens e as orientar a procurar medidas de processar a dilvulgação. Em nenhum momento a direção se mostra preocupada pelo ato em si. Afinal, todos os estudantes são menores, logo é proibido o contato com aqueles objetos”, disse um dos professores da unidade que preferiu não ter seu nome divulgado.
Conforme educadores ouvidos pelo jornal A CRÍTICA na sexta-feira, o brechó foi destinado aos alunos da unidade que tem em média 14 e 17 anos. A autorização para a realização do evento teria vindo da direção escolar.   A assessoria da Secretaria de Educação informou ao A CRÍTICA que a solicitação do espaço foi feita por comunitários e que a liberação para brechós é comum, mas que não foi informada sobre o stand de produtos eróticos.

SAIBA MAIS

Professores citam medo de holofote

Conforme professores da unidade, a direção tem medo da exposição pois a escola possui uma investigação no Ministério Público sobre um possível desvio de dinheiro escolar.  Por esse motivo, só pode utilizar a quadra para meios educacionais direcionado aos alunos sem qualquer fins lucrativo, o que exclui o brechó.

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