Sexta-feira, 06 de Dezembro de 2019
INVESTIGAÇÃO

MPC vai apurar legalidade de compra de mansão do prefeito de Eirunepé

Procedimento preparatório busca comprovar se prefeito Raylan Barroso teria condições, com base em seus rendimentos de adquirir a mansão na qual vive atualmente, com lago artificial e pelo menos dois andares



casa_eiru_1980CC03-1149-4610-840A-66132CFE5688.JPG (Foto: Divulgação)
26/07/2019 às 18:12

O Ministério Público de Contas do Estado do Amazonas (MPC-AM) abriu um procedimento preparatório para apurar a legalidade da aquisição da residência do prefeito de Eirunepé, Raylan Barroso (PROS).  A instauração do procedimento é assinada pela procuradora de Contas Elissandra Monteiro Freire Alvares, que quer também o esclarecimento sobre a utilização de servidores públicos na obra da casa.

A casa de Raylan Barroso, que assumiu a prefeitura em 2017, chama a atenção pela suntuosidade. O prefeito da cidade vive em uma ampla residência que tem direito a lago artificial na entrada e pelo menos dois andares, conforme imagens obtidas pela reportagem de A CRÍTICA.  O terreno é bastante amplo, de proporções que lembram as casas de alto padrão de condomínios residenciais de luxo na capital amazonense. 



Os padrões da casa de Raylan chamam atenção especialmente se comparados à declaração de bens do prefeito quando se candidatou ao cargo, em 2016. Ele declarou possuir R$ 1,4 milhão em bens, sendo R$ 500 mil em cotas de participação social na empresa Ympactos Empreendimentos. Ele declarou ainda possuir um terreno em Eirunepé, uma casa em Manaus, avaliada em R$ 350 mil, mais três lotes no Monte das Oliveiras, também em Manaus, avaliados em R$ 120 mil, e outras três residências em Eirunepé. Delas, a de maior valor seria uma casa em construção, avaliada em R$ 180 mil.

O  município com pouco mais de 35 mil habitantes e R$ 22 milhões de recursos federais recebidos este ano de 2019, conforme dados do Portal da Transparência do Governo Federal. A reportagem tentou acessar o Portal da Transparência Municipal, mas não encontrou atualizações referentes ao orçamento do município.

O Procedimento Preparatório foi instaurado considerando "a necessidade de apurar responsabilidades sobre a realização de despesas públicas, em afronta ao interesse público e aos preceitos da lei 8429/92". A referida lei versa sobre improbidade administrativa. O procedimento deve ser concluído em 60 dias a contar de 23 de julho, podendo ser prorrogado. Caso o órgão considere haver indícios suficientes, um inquérito deve ser instaurado.

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