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MPE tenta transformar prisão de tesoureira de Iranduba, irmã de Xinaik Medeiros, em preventiva

De acordo com o Ministério Público do Amazonas, após a detenção de cinco dias prevista na prisão temporária, Nádia Medeiros, que atuava como tesoureira do fundo municipal de saúde da cidade, poderia facilmente atrapalhar as investigações da oepração Cauxi 12/11/2015 às 18:27
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Segundo o Ministério Público, há fortes evidências de que Nádia Medeiros participava no esquema que levou mais de R$ 56 milhões dos cofres de Iranduba
Joana Queiroz Manaus (AM)

O Ministério Público Estadual (MPE/AM) pediu que a prisão temporária da tesoureira do fundo municipal de saúde de Iranduba, Nádia Medeiros (irmã do prefeito afastado do município Xinaik Medeiros), de cinco dias, seja transformada em preventiva. 
 
A justificativa é que ela em liberdade poderia atrapalhar as investigações, destruir provas e intimidar testemunhas, de acordo com informações da assessoria de imprensa do Ministério Público Estadual (MPE). Durante as investigações o MPE conseguiu provas robustas contra a tesoureira de que ela tinha parte sim na organização criminosa.

Nádia está presa no Centro de Detenção Provisória (CDP) Feminino, no Km 8 da todovia BR-174, assim como os outros presos na operação Cauxi: o secretário de finanças David Queiroz, o presidente da Comissão Permanente de Licitação Edu Correa e o secretário de Infra-Estrutura André Lima. Xinaiki está preso no Comando de Policiamento Especial (CPE).
 
A operação Cauxi foi realizada na terça-feira (10) na cidade de Iranduba, na Região Metropolitana de Manaus, com objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de cometer crimes de corrupção que causaram prejuízos de R$ 56 milhões. As investigações continuam.

Na tarde de quarta-feira (11), o empresário Sérgio Souza Prestes, mais conhecido como “Serjão”, que estava com o mandado de condução coercitiva em aberto, apresentou-se com advogados. Ele foi ouvido e liberado em seguida.
 
Um dos presos já teve o pedido de colaboração premiada aceita pelo MPE. De acordo com a assessoria do MPE, ele seus advogados apresentaram elementos e provas que podem colaborar com as investigações e contribuir com a elucidação de crimes praticados pela organização. 
 
O promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate as Organizações Criminosas (Gaeco) Lauro Tavares disse que alguns depoimentos tem colaborado com as investigações e que ele não descarta a possibilidade da realização de mais uma operação Cauxi em Iranduba.

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