Terça-feira, 10 de Dezembro de 2019
Manaus

MPE tenta transformar prisão de tesoureira de Iranduba, irmã de Xinaik Medeiros, em preventiva

De acordo com o Ministério Público do Amazonas, após a detenção de cinco dias prevista na prisão temporária, Nádia Medeiros, que atuava como tesoureira do fundo municipal de saúde da cidade, poderia facilmente atrapalhar as investigações da oepração Cauxi



1.jpg Segundo o Ministério Público, há fortes evidências de que Nádia Medeiros participava no esquema que levou mais de R$ 56 milhões dos cofres de Iranduba
12/11/2015 às 18:27

O Ministério Público Estadual (MPE/AM) pediu que a prisão temporária da tesoureira do fundo municipal de saúde de Iranduba, Nádia Medeiros (irmã do prefeito afastado do município Xinaik Medeiros), de cinco dias, seja transformada em preventiva. 
 
A justificativa é que ela em liberdade poderia atrapalhar as investigações, destruir provas e intimidar testemunhas, de acordo com informações da assessoria de imprensa do Ministério Público Estadual (MPE). Durante as investigações o MPE conseguiu provas robustas contra a tesoureira de que ela tinha parte sim na organização criminosa.

Nádia está presa no Centro de Detenção Provisória (CDP) Feminino, no Km 8 da todovia BR-174, assim como os outros presos na operação Cauxi: o secretário de finanças David Queiroz, o presidente da Comissão Permanente de Licitação Edu Correa e o secretário de Infra-Estrutura André Lima. Xinaiki está preso no Comando de Policiamento Especial (CPE).
 
A operação Cauxi foi realizada na terça-feira (10) na cidade de Iranduba, na Região Metropolitana de Manaus, com objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de cometer crimes de corrupção que causaram prejuízos de R$ 56 milhões. As investigações continuam.



Na tarde de quarta-feira (11), o empresário Sérgio Souza Prestes, mais conhecido como “Serjão”, que estava com o mandado de condução coercitiva em aberto, apresentou-se com advogados. Ele foi ouvido e liberado em seguida.
 
Um dos presos já teve o pedido de colaboração premiada aceita pelo MPE. De acordo com a assessoria do MPE, ele seus advogados apresentaram elementos e provas que podem colaborar com as investigações e contribuir com a elucidação de crimes praticados pela organização. 
 
O promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate as Organizações Criminosas (Gaeco) Lauro Tavares disse que alguns depoimentos tem colaborado com as investigações e que ele não descarta a possibilidade da realização de mais uma operação Cauxi em Iranduba.


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