Quinta-feira, 22 de Agosto de 2019
CASHBACK

MPF denuncia 16 por prestarem 'consultoria criminosa' a chefes da Maus Caminhos

De acordo com o procurador federal Alexandre Jabur, o núcleo aconselhava Mouhamad e usava de influência para cuidar dos aspectos legais das atividades do grupo. 



WhatsApp_Image_2019-02-25_at_15.48.52_15DEFB39-1343-465E-8898-B285943EE679.jpeg (Foto: Antônio Lima)
25/02/2019 às 17:39

A organização criminosa comandada pelo médico e empresário Mouhamad Mustafa e desbaratada na Operação Maus Caminhos tinha o apoio de um núcleo jurídico cuja função era  prestar “uma consultoria criminosa”. O núcleo aconselhava Mouhamad e usava de influência para cuidar dos aspectos legais das atividades do grupo. 

A informação é do procurador federal Alexandre Jabur, em coletiva de imprensa realizada na sede do Ministério Público Federal do Amazonas (MPF-AM), na tarde desta segunda-feira (25).  Com base nos dados da investigação, o MPF apresentou nova denúncia à Justiça. Foram denunciados: Josenir Teixeira, André Becil, Sérgio Bringel, Mouhamad Moustafa, Priscila Marcolino, Jennifer Nayara, Edson Tadeu Ignácio, Maria do Livramento, Murad Aziz, Lino Chíxaro, Márcio Rogério da Silva, Jonathan Queiroz da Silva, Kelle Regina Viriato Pacheco, Marcos Antônio Barbosa, Daniel Roger Goulart e Jader Helder Pinto.

Quem também foi denunciado foi o ex-deputado federal Sabino Castelo Branco (PTB), apontado como um dos interlocutores de Mouhamed Mustafa na operação “Cashback”, desdobramento da Maus Caminhos. 

De acordo com informações do procurador federal, Sabino teve dois papéis na operação, o primeiro compondo no núcleo político liderado por Mustafa, assim como o ex-governador José Melo (Pros) e os ex-secretários de Estado Evandro Melo, Afonso Lobo, Wilson Alecrim, Pedro Elias e Raul Zaidan.

“Num primeiro momento, ele intermediou junto à administração pública estadual um contrato que beneficiou Mustafa  com a quantia mensal de R$ 3 milhões, dos quais ele (Sabino) recebia 10% como forma de pagamento”, afirmou o procurador Alexandre Jabur.

A segunda participação do político na operação foi como beneficiário de uma das empresas que prestaram serviços ao Instituto Novos Caminhos, onde, segundo o procurador, uma ex-assessora parlamentar de Sabino identificada apenas como Débora, apresentava-se como representante legal da empresa, enquanto ele era o real beneficiário e recebia uma quantia alta em valores.

 

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