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Mudança para melhorar trânsito na avenida Torquato Tapajós divide opiniões em Manaus

Enquanto pedestres aprovam a implantação de semáforos e faixa de pedestres no local, motoristas acham que medida não vai resolver os congestionamentos 17/09/2014 às 12:17
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Nem mesmo a construção do Complexo Viário 28 de Março, inaugurado recentemente, amenizou o problema dos congestionamentos
Jéssica Vasconcelos ---

As mudanças para melhorar o trânsito da avenida Torquato Tapajós que estão sendo analisadas e propostas pelo Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) têm dividido a opinião de motoristas e pedestres.

Se, por um lado, pedestres consideram que a implantação de novas faixas e a construção de passarelas resolverá o problema da avenida e consequentemente reduzirá o número de atropelamentos na via, para os motoristas, essas medidas só irão transferir o engarrafamento para outros pontos.

De acordo com motoristas entrevistados por A CRÍTICA, nem mesmo com a construção do viaduto 28 de Março o congestionamento na avenida diminuiu. Para eles, a obra apenas mudou os trechos de lentidão do tráfego.

A reclamação de quem circula pelo local já havia sido confirmada pelo diretor-presidente do Manaustrans, Paulo Henrique Martins, que informou que, após a inauguração do complexo viário, aumentaram as reclamações sobre a lentidão naquele trecho da avenida.

O industriário Augusto Pinheiro, que todos os dias utiliza a avenida para chegar em casa, relatou que, após a inauguração do viaduto, o trânsito piorou em frente à Bemol e também próximo à entrada do bairro Novo Israel, onde há uma faixa de pedestres que causa constante retenção.

Nesse mesmo trecho, os pedestres reclamam da dificuldade de atravessar e dizem que a faixa está no local errado, já que há uma parada de ônibus próximo dali.

Para o estudante Paulo Samuel, que perdeu o pai atropelado na avenida Torquato Tapajós, depois de deixar a esposa dele na escola, a solução para o problema é a construção de passarelas. “Eu enfrento a dificuldade de atravessar nesse lugar todos os dias e ninguém nunca fez nada”, disse o estudante.

Críticas

Além dos pontos críticos identificados pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran-AM), como na frente do bairro Santa Etelvina, onde não há faixa de pedestres, e na frente do Hospital da Zona Norte, andando pela avenida é possível identificar outros problemas, como retornos irregulares, que muitos motoristas fazem para sair da avenida Arquiteto José Henrique Rodrigues e entrar na Torquato Tapajós. Em outros pontos da avenida, motoristas também fazem retorno irregular, passando sobre o canteiro central e colocando pedestres e outros motoristas em risco.

Outro problema apontado pelos condutores e pedestres é a falta de sinalização em alguns trechos como por exemplo, no retorno de acesso à barreira da BR-174 e AM-010.

A falta de paradas de ônibus também é alvo de críticas, principalmente, dos pedestres, que precisam esperar às margens da rua, debaixo de sol e chuva.

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