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Mulher acusada de cortar barriga de grávida é submetida a exame mental em Manaus

Acusada de tentativa de homicídio qualificado e subtração de incapaz, ela deixou a cadeia nesta terça-feira (02) para ir ao Hospital Eduardo Ribeiro 03/04/2013 às 11:17
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Dayana Pires ficou por volta de uma hora no hospital psiquiátrico, fazendo exames
acritica.com ---

A presidiária Dayana Pires dos Santos, 22, foi submetida a exame de sanidade mental na manhã desta terça-feira (02) no Hospital Psiquiátrico Eduardo Ribeiro, localizado na avenida Constantino Nery, bairro Chapada, Zona Centro-Sul.  Ela é acusada dos crimes de tentativa de homicídio qualificado e subtração de incapaz, por ter cortado, com uma lâmina de barbear, a barriga de Odete Pego Ferreira, 22, que estava grávida de nove meses, para roubar-lhe o bebê, no dia 25 de setembro do ano passado.

Dayana chegou ao local por volta das 9h em uma viatura do Sistema Penitenciário acompanhada por uma enfermeira e escoltada por um policial militar armado com uma pistola calibre PT. 40. Aparentando tranquilidade, Dayana começou a ser examinada por volta das 10h e saiu às 11h, voltando para a cadeia pública Feminina de Manaus, localizada no km 8 da BR-174, onde está presa desde o ano passado. O resultado do exame ainda não tem data definitiva para sair, a previsão é que saia dentro de 15 dias.

O exame de sanidade mental foi solicitado pelo  advogado Francisco Boary, que faz a defesa da ré.  O pedido foi deferido pelo juiz da 3ª Vara do Tribunal do Júri, Mauro Antony. O advogado explicou que o objetivo do exame é avaliar o estado mental em que a doméstica se encontrava no dia que cometeu o crime. “Quem tenta tirar uma criança da barriga da outra com uma lâmina de barbear só pode estar com algum problema mental”, disse o advogado.

Em interrogatório realizado em novembro do ano passado, Dayana  declarou  que foi orientada por “vozes do além” para matar Odete e roubar o filho que ainda estava na barriga da vítima. Na ocasião, a acusada chegou a chorar várias vezes, disse que estava muito arrependida do fez e pediu perdão à vítima. Odete, que acompanhava o depoimento sentado no plenário ao lado do marido, respondeu: “Prefiro morrer a perdoá-la”.

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