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Mulher que agrediu quatro adolescentes diz estar arrependida

Depois de agredir as estudantes e ameaçar outra pelas redes sociais, Mônica Souza disse que agiu por impulso 12/03/2015 às 21:23
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Mônica afirmou que a filha estaria sofrendo ameaças por este mesmo grupo de adolescentes há pelo menos, dois meses, mas ela só teve conhecimento dessas ameaças após a agressão
Édria Caroline ---

A vendedora Mônica Souza, 42,  mãe da adolescente de 12 anos agredida durante uma briga, no último dia 5, nas proximidades da Escola Estadual Eldah Bittton Telles da Rocha, no bairro Compensa 2, Zona Oeste, afirmou nesta quinta-feira (12) que está arrependida. Ela agrediu quatro adolescentes e passou a perseguir outra por conta da agressão sofrida pela filha.

Ela contou que soube do que tinha acontecido quando sua filha chegou em casa, acompanhada de outros colegas, toda machucada e com os olhos sangrando.

A mãe conta que no dia seguinte foi  à escola onde as adolescentes estudam, mas não encontrou a jovem, por ela estudar no turno da tarde. Ao chegar, foi abordada por outras estudantes, que mostraram outras adolescentes que também teriam participado da agressão à filha.

Foi quando ela perdeu o controle. ”Quando eu vi aquelas meninas, a raiva me consumiu e eu parti pra cima delas”, confessa a mãe.

No mesmo dia da briga entre as adolescentes, Mônica disse que escreveu mensagens de ameaças em uma rede social à jovem de 14 anos, que teria agredido sua filha, consumida pela raiva do momento.

Ela também ressaltou que chegou a pedir perdão das adolescentes e das mães, pelo seu descontrole, depois que as viu chorando. “Eu fiquei lá, esperando chamarem a polícia. Eu não sou bandida. Agi por impulso de mãe”, disse.

A vendedora afirmou que a filha estaria sofrendo ameaças por este mesmo grupo de adolescentes há pelo menos, dois meses, mas ela só teve conhecimento dessas ameaças após a agressão. Mônica disse que sua filha não quer mais voltar para a escola e teme sair de casa por medo que lhe aconteça algo pior.

Desde que o fato aconteceu, a adolescente não saiu mais de casa. A mãe disse que vai atrás dos direitos da filha para que ela não perca o ano letivo.

A vendedora, que é mãe de mais três filhos, contou que está há uma semana sem dormir. “Todas as vezes que eu fecho os olhos para tentar dormir, vem a cena da minha filha sendo agredida, sofrendo, pedindo socorro. Estou com muita dor, raiva. Parece que me deram uma facada”, finalizou.

Audiência está marcada para terça-feira

O caso da briga entre as adolescentes está sob responsabilidade da Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deaai). Uma audiência está marcada para terça-feira (17). Mônica disse que vai aguardar. “Espero que a justiça seja feita não só pra mim, mas pra quem agrediu minha filha também”, disse Mônica.


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