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Mulheres do Amazonas: Feministas reivindicam ações efetivas contra violência

A precarização dos serviços públicos destinados às mulheres vítimas de violência foi criticada pelas feministas durante encontro nesta sexta-feira (08) 09/03/2013 às 10:45
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No auditório Rio Amazonas, da Faculdade de Estudos Sociais (FES), da Ufam, mulheres discutem políticas públicas
Mariana Lima ---

Representantes do movimento feminista do Amazonas se reuniram nesta sexta-feira (08) para discutir e cobrar políticas públicas de qualidade para as mulheres do Estado. Aproximadamente representantes de 20 organizações sociais debateram sobre violência sexual e doméstica, melhorias na área de educação.

O encontro aconteceu na manhã desta sexta-feira no auditório Rio Amazonas, da Faculdade de Estudos Sociais (FES) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Cerca de 200 pessoas estiveram no evento que teve duração de três horas. Entre as entidades que participavam do encontro estavam representantes do Conselho Municipal de Mulheres, Fórum Permanente de Mulheres de Manaus e do Grupo de Estudo, Pesquisa e Observatório Social: Gênero, Política e Poder (Gepos).

A violência doméstica e sexual foi um dos temas mais debatidos pelos movimentos sociais. Segundo dados do Conselho Municipal de Mulheres, em 2011 foram registrados 47 homicídios contra a mulher. No ano passado o numero subiu para 67, sendo a maioria foi realizado pelo parceiro.

Uma das formas apresentadas para se combater esse tipo de violência apresentado pelo grupo foi o fortalecimento da Delegacia da Mulher. “É necessário equipar melhor a Delegacia da Mulher para atender esses casos especiais. Esses espaços precisam ter psicólogas, assistentes sociais... Hoje só há uma delegada titular o que também não é suficiente e precisa melhorar. Outras delegacias nos municípios ou nos polos centrais deveriam existir e hoje que não existem. No interior, há delegacias comandadas por delegados que nem são formados na área do Direito! Há ainda delegacias em que o responsável é um policial militar. Isso não deveria mais existir”, disse a presidente do Fórum Permanente de Mulheres, Francimar Junior.

Os movimentos defendem, no entanto, que as mulheres não sofrem somente da violência física. “A água é uma violência tremenda principalmente na Zona Leste e na Zona Norte. A mulher dobra a sua jornada porque tem trabalhar fora, cuidar dos filhos e deixar comida pronta antes de sair. Quando ela volta para casa não tem água, isso é uma violência imensa, que não mexe só com o psicológico como a  estrutura, física mesmo, elas adoecem”, disse a representante do Conselho Municipal de Mulheres, Florismar Ferreira.

“Não ter uma escola de qualidade também é uma forma de violência. As creches têm que acontecer de fato para dar possibilidade para mãe sair mais tranquila pra trabalhar. Precisamos ter um transporte melhor porque a dificuldade de sair hoje aumenta e isso estressa e prejudica a saude de qualquer ser humano”, enumera Florismar.

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