Segunda-feira, 27 de Janeiro de 2020
SAÚDE

Mulheres do sistema prisional passam por exames para prevenir câncer de colo do útero

Ao todo, seis mulheres dos sistemas fechado e provisório passaram pelo preventivo em meio líquido e pela colposcopia, que é um exame onde se avalia vulva, vagina e colo do útero de maneira detalhada



exame_ginecol_gico_fcecon_0EDBAA61-56EA-45A3-AEF6-1BA370FD584F.jpg Foto: Rhyvia Araújo/FCecon
14/01/2020 às 18:18

Mulheres do sistema prisional de Manaus passaram por exames detalhados para prevenir o câncer de colo de útero, nesta terça-feira (14), na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon). O atendimento faz parte da segunda fase do projeto “Autocoleta como Método de Rastreio do HPV em Mulheres Privadas de Liberdade”.

Ao todo, seis mulheres dos sistemas fechado e provisório passaram pelo preventivo em meio líquido e pela colposcopia, que é um exame onde se avalia vulva, vagina e colo do útero de maneira detalhada.



As mulheres também fizeram nova autocoleta, em que é colhido material para o preventivo. O dispositivo de autocoleta Coari permite que a própria mulher, sozinha, em um ambiente privado, introduza o aparelho no canal vaginal, sendo semelhante a um aplicador de creme vaginal.

Há menos de um mês, a FCecon esteve em unidades prisionais da capital e montou um ambulatório nos locais exclusivamente para esses exames. As seis mulheres que estiveram na FCecon nesta terça (14) não puderam, na ocasião, passar pelos procedimentos, pois estavam em seu período menstrual ou tinham utilizado creme vaginal.

Alcance

Desde junho de 2019, quando começou o acompanhamento, 268 apenadas receberam o material de autocoleta e teste de DNA para o Papilomavírus Humano (HPV), vírus muito contagioso, adquirido sexualmente, que causa, além de verrugas genitais, vários tipos de câncer em ambos os sexos – como colo uterino, vagina, pênis, garganta e ânus. Em 66 mulheres foi detectado o vírus do HPV e em 21 os dados foram inconclusivos.

A partir deste mês de janeiro, mais 41 mulheres dos sistemas aberto e semiaberto farão o exame de autocoleta, prevenindo assim o câncer de colo de útero, informou a médica mastologista da FCecon e responsável pelo projeto, Hilka Espírito Santo.

“Após as coletas, vamos sentar e ver os resultados. Aquelas que tiverem indicação farão a conização (pequena cirurgia para a retirada de lesões em forma de cone no colo do útero) e todo o tratamento aqui na FCecon”, disse a médica, destacando que “a Fundação é de todos, os de liberdade e os sem liberdade”.

Parte dos exames será feita na FCecon, em conjunto com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), e parte será feita em São Paulo e Minas Gerais, em laboratórios referenciados.

Rapidez

A rapidez em obter os resultados é o principal ganho para as mulheres apenadas, na avaliação da coordenadora de Saúde do Sistema Prisional da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), Alyne Taumaturgo.

“As mulheres do sistema estão sendo assistidas da melhor forma possível, tanto o FCecon disponibilizando os equipamentos para ir até elas, quanto elas vindo à Fundação. A importância disso é identificar o problema, o HPV positivo, e ser feito logo em seguida o tratamento”, disse.

Projeto

O projeto “Autocoleta como Método de Rastreio do HPV em Mulheres Privadas de Liberdade” é realizado em convênio com a Ufam, Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) e Seap. Conta, ainda, com o apoio do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJ-AM), por meio da Vara de Execuções de Medidas e Penas Alternativas (Vemepa) e da Vara de Execução Penal (VEP), além do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por meio do Programa Justiça Presente. A ONG Lar das Marias também apoia a iniciativa.

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