Quinta-feira, 27 de Fevereiro de 2020
CRIME

Mulheres são principais vítimas de assédio sexual no local de trabalho, diz SSP

De janeiro até novembro de 2019, 45 casos foram registrados em Manaus, conforme dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM).



show__nibus_123_70C90642-5AB6-4594-8259-EC73737C28F6.jpg Foto: Reprodução
07/01/2020 às 15:22

Propostas e imposições inapropriadas e constrangedoras de cunho sexual, praticadas por superiores no ambiente de trabalho, caracterizam-se como assédio sexual. Incluído no Código Penal em 2001, o crime, que afeta a intimidade das vítimas, tem entre seus autores chefes e colegas de trabalho em posição hierárquica superior e até clientes. De janeiro até novembro de 2019, 45 casos foram registrados em Manaus, conforme dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM).

O assédio sexual pode acontecer de várias formas, por meio de contato físico, assédio verbal, gestual ou por escrito, com mensagens ofensivas e abusivas em particular ou nas redes sociais, com comentários em publicações, convites inapropriados ou propostas indecentes. Casos em que essa mesma prática é adotada por estranhos podem ser classificados como importunação sexual.



Delegada Débora Mafra, titular da DECCM. Foto: Divulgação

Segundo a titular da Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM), Débora Mafra, o abuso de poder faz com que o agente chantageie a vítima e ela fique sem saber o que fazer. “A vítima fica com um sentimento de impotência profunda, desespero e depressão. A investigação dos casos de assédio sexual cabe à Polícia Civil”, disse.

Esse tipo de violência sexual atinge mulheres de todas as idades, classes sociais, raças e orientações sexuais. Contudo, o assédio sexual no ambiente do trabalho também afeta o sexo masculino. “Os homens também sofrem com este tipo de crime, em menor escala, mas também são alvos de violência sexual”, pontuou Mafra.

As vítimas podem se dirigir a qualquer delegacia para registrar Boletim de Ocorrência (BO). Após o registro, a ação é remetida diretamente para a Justiça. É importante que as vítimas levem provas documentais do assédio, como gravações, fotos ou testemunhas, entre outras coisas, que possam comprovar o crime e, consequentemente, embasar o pedido de indenização por danos morais e materiais à empresa.

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