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Manaus
PRESOS

Murad Aziz e gerente do Grupo Bringel são transferidos para celas do CDPM 2

Irmão do senador Omar Aziz e Yuri Saba passaram por exame de corpo de delito antes de seguirem para o Centro de Detenção Provisório Masculino 2 12/10/2018 às 17:09 - Atualizado em 12/10/2018 às 17:27
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Da direita para esquerda, Yuri Saba e Murad Aziz. Foto: Márcio Silva
acritica.com Manaus (AM)

O irmão do senador Omar Aziz, o empresário Murad Aziz, e Yuri Saba, gerente de projetos de saúde do Grupo Bringel, foram transferidos nesta sexta-feira (12), por volta das 16h50, para o Centro de Detenção Provisório Masculino 2 (CDPM 2), no KM 8 da BR-174, após a realização de exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP).

Murad é um dos presos da Operação Cashback, da Polícia Federal, que investiga desvios nos recursos de saúde pública do Amazonas. Os outros dez presos na operação realizada nessa quinta-feira (11) já estão no CDPM 2.

Murad chegou no IML por volta das 16h30 de hoje algemado, junto de Yuri Saba, gerente de projetos de saúde do Grupo Bringel, do empresário Sérgio Bringel, também preso durante a operação. Quatro empresas do Grupo Bringel possuem 12 contratos vigentes com o Governo do Estado e com a Prefeitura de Manaus que somam R$ 257,5 milhões. 

Dos presos ontem, o único que ainda não havia sido transferido para o sistema prisional do Estado era Murad. Ele foi o último dos presos nessa quinta-feira a se entregar e chegou a ser considerado pela Polícia Federal como foragido, pois não estava em casa no momento que os agentes federais estiveram no local, no Parque das Laranjeiras, Zona Centro-Sul. Ele se apresentou somente à tarde, acompanhado de sua advogada.

O CDPM 2 é o mesmo onde o ex-governador José Melo, a ex-primeira dama Edilene Barbosa e ex-secretários de sua gestão ficaram presos após a Operação Custo Político. Tanto a Custo Político quanto a Cashback são desdobramentos da Maus Caminhos, operação deflagrada em 2016 que revelou um forte esquema de corrupção na gestão da Saúde no Amazonas. Somando todas as fases de investigação, o montante desviado chega a R$ 600 milhões.

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